sexta-feira, 30 de abril de 2010

Um breve currículo

Breve mesmo, ele não fala sobre o que eu faço, fiz, deixei de fazer, mas sobre o que eu penso sobre isso. Não teria mesmo feito um currículo tão cedo, mas existe um site chamado "http://www.mesadoeditor.com.br/index.php" e eu cadastrei um livro nele, porque eu acho que não custa tentar vários meios para os seus objetivos. Como lá eles me pedem um currículo, mesmo que seja algo opcional, eu resolvi fazer. Na falta do que postar e por admiradores secretos do texto, aqui está ele.

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Dizer que livros sempre estiveram presentes em minha vida não faz sentido: eles estão na vida de todos, de um jeito ou de outro. Entretanto, dizer que eu sempre procurei a leitura e sempre recorri a minha imaginação, sim, faz sentido e é verdade. Sempre me relacionei razoavelmente bem com o Português. Sempre adorei aulas de Literatura. E sempre consegui boas redações, prêmios em pequenas “Olimpíadas de Ortografia” na escola – sei escrever mais por causa de leitura do que por estudo -, e, claro, sempre fui ótima em me perder no meio dos afazeres com histórias e fantasias da minha cabeça.
Com dezesseis anos, é um tanto quanto difícil imaginar que possa ter algo publicado, ou até que possa vir a ter. Não escrevi nem imaginei minhas histórias para que elas fossem a público, se tornassem modinha entre os jovens que adoram coisas mastigadas e sem profundidade alguma, e muito menos para que elas me trouxessem um dinheiro que talvez eu nem sequer mereça. Algumas pessoas podem achar que sim, mas não.
Gosto de escrever, meus livros não são tão bons a ponto de poder entrar no gênero de Literatura, mas eles não são coisa qualquer. Meu amor por escrever não é, também.
Projeto histórias porque é o que eu amo fazer. Desenho e construo personagens porque é o que gosto e sinto que nasci para; e, tendo em mente o quanto uma publicação pode fazer meu nome como autora evoluir, a ponto de eu viver disso, concluí não custa tentar algo, mesmo. Eu
quero ser escritora. Eu tenho minhas idéias, e o único livro pronto que se encontra neste site ainda precisa de muita edição – sou uma perfeccionista sobre as coisas que amo. Mas eu sei o que quero e sei que ainda tenho muito a aprender, mas que posso viver do que eu realmente gosto e faço com o tão desejado brilho nos olhos.
Alguns dizem que é impossível.
Mas a mim, parece até que é bem plausível.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Funny, hahah-- Not

Em primeiro e importantíssimo lugar, gostaria de esclarecer que não sou um ser isolado do mundo. Tenho amigos, por mais contrastante que isso seja ao fato de dois posts, praticamente repetidos, envolverem o animador tema "solidão".
Coincidência, juro.
No primeiro [dos posts], eu me sentia bem feliz - não parece, mas tudo bem - por saber que apesar da solidão no mundo, não estava sozinha at all. E, no segundo, eu estava muito a fim de dar com a cabeça na parede até ela rachar: é, eu só conseguia olhar para mim e ver um alien. Não pertencia ao lugar em que estava, ainda que fosse meu quarto. Mas todo mundo se sente assim, às vezes.
Tá, o que interessa mesmo (dias prolixos doem) é que o último post tomou um rumo inesperado.
Eu, Giovana, pessoa, 16 anos, tenho altos momentos revolt. Pergunte à minha convivência e eles vão contar em prantos o que têm de agüentar. Enfim: tudo o que eu queria era escrever sobre uma das revoltas: a escola. Bem, não ela em si, mas esse método horrível de nos socar coisas que malemá fazem diferença, porque no fundo você só quer um curso que te faça feliz tipo: letras! Maaaaas, entrei em outro assunto, remoí a revolta-mãe em várias revoltas-filhas, então vamos por parte. Vamos tentar nos organizar (fiz dessa frase um mantra, só que ele não funciona).
E eu escolhi o pior momento porque, oi, prolixa.

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Lá está a escola.
E lá estou eu, caminhando rápido para não me atrasar porque cada atraso reduz 0,2 pontos do seu 1,0 ponto que a coordenação "dá". Na verdade, o que ela faz é mexer em um ponto idiota por razões idiotas como: poxa vida, esse casaco que você está usando não é da escola?

[Lado consciente e longe das crises rebeldes falando: regras foram feitas para serem cumpridas. Uniforme é obrigatório, exceções não são bem vindas. (Mas vai dizer que não é um saco?)]

Então, tudo bem, respire fundo, é só outro dia de aula. Novo dia, novo começo - pode ser diferente! Seus companheiros de cela são legais, os professores são divertidos, e a matéria de química é fácil - você só não presta atenção o bastante. Todo mundo diz para você se focar, então os escute ao menos uma vez!
Mas, quando a aula começa, é simplesmente uma tortura. Todo mundo parece estar super a fim de estudar, menos você. Todo mundo acha óbvio, menos você. Todo mundo sabe o que vai fazer na faculdade, menos você!
Porque você simplesmente não liga para uma merda de cadeia acíclica, já que realmente não faz diferença. Uma coisa, ainda, seria se você visse todas essas maluquices que ajudam a compreender o universo, que fazem seus olhos abertos, que aumentam seu intelecto (ai, meu deus), e etc. para aprender que a vida é assim, que o mundo funciona de um jeito por certas causas e que comer manga com leite não vai te matar.

Outra coisa, bem diferente, é quando você não faz idéia de como perdeu tantos pontos de uma vez no boletim, e faz menos idéia ainda de como vai agir para recuperar essa nota digna de um vagabundo completo.
Ah, espere, você sabe o porquê de ter perdido tantos pontos valiosos: porque cada questão da prova é um ponto.
E você não sabia a matéria. Porque aquilo não te interessava e você não conseguia prestar atenção. E, claro, como você vai passar nessa bosta desse vestibular se você não sabe física? Seu concorrente sabe, meu bem! Trate de aprender. Obrigue a si mesmo gastar horas do seu dia se corroendo com citologia e se achando um estúpido só porque não sabia que Star Wars é uma farsa, já que o som é uma onda mecânica e ondas mecânicas não se propagam no vácuo.
No, wait, acho que tem algo estranho: eu gravei coisas?

Especialmente, coisas da aula de física?

Física do segundo ano, ainda por cima?!

Ah, sim, porque não era nada como calcular uma carga do além num exercício idiota que sequer representa a realidade como ela é (ignore isso, desconsidere aquilo, e o ar não existe): foi uma informação de verdade.

Isso não parece fazer sentido?

O fato de escolas não promoverem coisas como ações sociais porque o que interessa é só o vestibular não fica claro? Ninguém ali se importa com iniciativas como: reciclar papel porque a Amazônia está indo para o saco. Ninguém está interessado no que pode fazer para tornar os alunos pessoas mais maduras - medidas como cobrar o uniforme ou o horário parecem ser eficientes, mas, hello, elas não são mesmo. Ninguém liga se seu pai bate na sua mãe. Ninguém quer saber se você pode estar desinteressado porque não se encontra em seus próprios problemas – e metade dos alunos é assim.

Por quê?

Vestibular, vestibular, vestibular.

“Passem no vestibular! Queremos que sua vida seja linda e siga em frente!”

E queremos mais alunos ano que vem.

Soooooooo funny, isn't it?



Ok.

Lado revoltado off.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Inválido, na verdade

Não como se eu precisasse chorar porque me sinto sozinha na maior parte do tempo; isso até que tem um lado positivo. A paz de conviver com si mesmo é válida - claro que, depois de certos minutos, você não se aguenta, mas tanto faz. É decepcionante de qualquer forma.
É decepcionante ver que se está excluído do mundo em que vive, porque é como uma corrente, todos excluem uns aos outros e depois cada um se exclui só para garantir que isolou, e não que foi isolado (instintos de orgulho, quem sabe). Ninguém precisa de ninguém, ao que parece, e isso é uma bela de uma mentira deslavada. Seres humanos vivem em grupo, e você não aprendeu a ler sozinho.
Você não entende o que sente sozinho, não sempre; não é capaz de trocar idéias e experiências quando sozinho, não sai de fases sozinho. Pode até achar que sim, mas não, não, não, não; alguma coisa, uma pessoa importante ou até mesmo um pequeno e mísero acontecimento pode ser o responsável por suas mudanças.
Ninguém constrói nada sozinho, fato comprovado cientifícamente.
Então porque continuamos assim, cada um em sua bolha, e cada bolha com uma rara e essencial fenda para se conectar a outra?
Saber o que o Obama disse no último discurso (que?) ou qual é a top10 da MTV não vai fazer você mais ligado às pessoas. Talvez mais ligado ao mundo podre em que estamos, mas o que o mundo vai fazer por você?- Ah, é, nada. O problema é que, enquanto todos continuarem alimentando seu comodismo com migalhas de afeto, e achando que assim é o modo que as coisas tem de ser, nada vai mudar.
Nem eu vou. Sinto muito.

domingo, 18 de abril de 2010

Era divino

Esse aqui veio antes do 'Era perfeito', na verdade. Mas postei aquele primeiro porque achei pior, hahaha.
Anyway
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E lá estávamos nós, sentindo as paredes da cúpula tremerem ao som dos violinos, violoncelos e ao arder de vozes unidas num só grave tom; sobrepondo-se, matando-se e se reerguendo de cinzas douradas. Sentindo que depois de tanta ansiedade por fazer aquilo que nos mantinha vivos, conseguíamos trazer o deliciar sensível de uma melodia às pessoas que reluziam à nossa frente.

E lá estavam elas; pasmas, tomadas pelo impressionismo, com lábios entreabertos e olhos a relampejar sua indecisão em saber o que deveriam sentir diante daquele poder. Sem saber como era estar por trás das cortinas vermelhas, ouvindo tão atentamente a cada nota, com a impressão de que elas inundavam seus membros, tomavam seu coração e o moldavam a seu bel prazer, fazendo o controle se esvair e os movimentos fluidos de um ballet começarem a se criar, sozinhos.

E lá estavam eles, os passos; seguindo o ritmo, elevados, entorpecidos, exatos e descalços; exultantes, suados, belíssimos. A dança tomou meu ar atrás do vermelho barroco que me separava do resto do mundo, da razão. Ela fez a música arrancar meus pensamentos dali e soltá-los numa outra parte do infinito, cheia da mesma luz que tem o sol; e minha alma se dissipava nos seus raios quentes com cada pisar e esticar de braços, porquanto minha face era tomada pelos rubores de um sangrar de coração que palpita por sentir.

E lá estava eu; nos braços voluptuosos dos tons violentos que atravessavam o veludo a minha frente e, como uma enxurrada, invadiam meu senso; sendo empurrada pelas vozes gregorianas e temíveis, que exigiam das gotas o escorrer da minha testa em cada giro; que inebriavam, cegavam e faziam surgir sorrisos para expressar, porque a música nos engolia, todos juntos, no mesmo sentir de formas diferentes; em prantos ou risos, porque era muito para qualquer mísero e pequeno ser humano.

Era divino.


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Era perfeito

Mesmo que eu não esteja muito acostumada com esse estilo de texto, eu ando tendo uns lapsos que me levam a escrever coisas assim. Resolvi postar este então, que, curiosamente, foi inspirado por "Avatar". Sim, sou uma mente criativamente influenciável, se isso fizer algum sentido.

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Simplesmente extasiante.

A cada passo seu sobre aquela terra macia, o espaço vazio em seu coração parecia estar sendo preenchido pela serenidade das plantas que lhe acariciavam o corpo. Ele gostava do roçar delicado delas, o contagiando com a aura livre e pura, sussurrando: estamos aqui. Ele gostava mesmo de se sentir tão impressionado, como se estivessem abrindo uma porta feita de véus invisíveis, que o libertava de suas próprias amarras tristes e enfadonhas de uma vida cinzenta

Sua boca era incapaz de soltar sons, e ele nem queria que fosse ou quebraria o encantamento. A sua voz seria um grunhido selvagem e feroz diante de tudo o que via, e sentia. Das emoções que provava e não conseguia controlar.

Talvez fosse a incrível beleza de todas as formas de vida à sua frente. Exuberantes ou delicadas, tímidas, coloridas, serenas, aladas, rápidas, suaves e cheias de algo – algo que o fazia olhar para elas com outros olhos. Até mesmo as mais sombrias, com seu próprio encanto profundo no olhar ingênuo. Ele queria contemplá-las para sempre.

Ou talvez fosse o contato da sua pele com o ar puro, cheio de uma energia fresca, interminável. Ela envolvia seu ser por todos os lados, o deixando sem ter para onde fugir da paz que inundava sua mente. Pela primeira vez na sua vida, ele gostava de se sentir encurralado por algo. À deriva.

Os conflitos desapareciam, junto com as dúvidas, os medos feitos de fraquezas totalmente humanas. Seus olhos se fechavam para as grandes coisas medonhas que via apenas no sonhar, e se abriam para ver os sons.

Sentir as cores.

Ouvir cada pequeno detalhe daquele mundo que ele pensara ser impossível existir, sem despertá-lo com seus movimentos tão humanos e desajeitados, sem acordá-lo ou gerar desordem ao respirar.

Ah, mas quando ele respirava para absorver a tranqüilidade diretamente daquela energia que o circulava, os pulmões se enchiam com a bioluminescência da noite. A natureza tomava sua alma nos braços e a fazia se elevar. Se curar. Então seu corpo, sua mente e seus sentidos, cada ponto do seu ser era feito de equilíbrio. A harmonia corria lentamente nas suas veias, suas capacidades eram completas, seu domínio era absoluto porque ele não tinha controle sobre nada.

E quando ele via de olhos fechados, sentindo com a sua mente, ouvindo o silêncio e analisando com seu coração, ele entendia que tudo era parte de um. Não havia nada que precisava ser feito ou mudado.


Era perfeito.



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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sim, todos estamos sozinhos

E juntos, também. Esse post só sou eu dizendo o que observo. Todos os seres humanos nesse planeta (é né, vai saber...) estão sozinhos, mas juntos na mesma situação. Todos estão vendo o verde sumir, o status vencer, o amor desaparecer aos poucos [hello, existem exceções, ok? Há pessoas que estão dando uma merda para o planeta e há pessoas que nem chegaram a conhecer o que é amor de verdade - não as culpe].
Mas, talvez, se as pessoas se preocupassem mais com os outros ao invés de só olhar para elas mesmas, todos teríamos um ponto de apoio e ninguém cairia com tanta frequência. Talvez, se todos dissessem uns aos outros o quanto são especiais, ninguém se sentiria inútil. Pena que só encontramos raros seres humanos capazes disso. Tipo assim, sua mãe - e, ás vezes, nem ela. Eu tive sorte. E
que sorte.
Talvez não seja justo, mesmo.

domingo, 11 de abril de 2010

Começar do começo...

É, eu meio que desconheço as razões pela qual estou fazendo isso. Curiosidade, sei lá. Vamos ver no que dá, porque fazendo é que se aprende, genti.
 
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