sexta-feira, 23 de abril de 2010

Funny, hahah-- Not

Em primeiro e importantíssimo lugar, gostaria de esclarecer que não sou um ser isolado do mundo. Tenho amigos, por mais contrastante que isso seja ao fato de dois posts, praticamente repetidos, envolverem o animador tema "solidão".
Coincidência, juro.
No primeiro [dos posts], eu me sentia bem feliz - não parece, mas tudo bem - por saber que apesar da solidão no mundo, não estava sozinha at all. E, no segundo, eu estava muito a fim de dar com a cabeça na parede até ela rachar: é, eu só conseguia olhar para mim e ver um alien. Não pertencia ao lugar em que estava, ainda que fosse meu quarto. Mas todo mundo se sente assim, às vezes.
Tá, o que interessa mesmo (dias prolixos doem) é que o último post tomou um rumo inesperado.
Eu, Giovana, pessoa, 16 anos, tenho altos momentos revolt. Pergunte à minha convivência e eles vão contar em prantos o que têm de agüentar. Enfim: tudo o que eu queria era escrever sobre uma das revoltas: a escola. Bem, não ela em si, mas esse método horrível de nos socar coisas que malemá fazem diferença, porque no fundo você só quer um curso que te faça feliz tipo: letras! Maaaaas, entrei em outro assunto, remoí a revolta-mãe em várias revoltas-filhas, então vamos por parte. Vamos tentar nos organizar (fiz dessa frase um mantra, só que ele não funciona).
E eu escolhi o pior momento porque, oi, prolixa.

--

Lá está a escola.
E lá estou eu, caminhando rápido para não me atrasar porque cada atraso reduz 0,2 pontos do seu 1,0 ponto que a coordenação "dá". Na verdade, o que ela faz é mexer em um ponto idiota por razões idiotas como: poxa vida, esse casaco que você está usando não é da escola?

[Lado consciente e longe das crises rebeldes falando: regras foram feitas para serem cumpridas. Uniforme é obrigatório, exceções não são bem vindas. (Mas vai dizer que não é um saco?)]

Então, tudo bem, respire fundo, é só outro dia de aula. Novo dia, novo começo - pode ser diferente! Seus companheiros de cela são legais, os professores são divertidos, e a matéria de química é fácil - você só não presta atenção o bastante. Todo mundo diz para você se focar, então os escute ao menos uma vez!
Mas, quando a aula começa, é simplesmente uma tortura. Todo mundo parece estar super a fim de estudar, menos você. Todo mundo acha óbvio, menos você. Todo mundo sabe o que vai fazer na faculdade, menos você!
Porque você simplesmente não liga para uma merda de cadeia acíclica, já que realmente não faz diferença. Uma coisa, ainda, seria se você visse todas essas maluquices que ajudam a compreender o universo, que fazem seus olhos abertos, que aumentam seu intelecto (ai, meu deus), e etc. para aprender que a vida é assim, que o mundo funciona de um jeito por certas causas e que comer manga com leite não vai te matar.

Outra coisa, bem diferente, é quando você não faz idéia de como perdeu tantos pontos de uma vez no boletim, e faz menos idéia ainda de como vai agir para recuperar essa nota digna de um vagabundo completo.
Ah, espere, você sabe o porquê de ter perdido tantos pontos valiosos: porque cada questão da prova é um ponto.
E você não sabia a matéria. Porque aquilo não te interessava e você não conseguia prestar atenção. E, claro, como você vai passar nessa bosta desse vestibular se você não sabe física? Seu concorrente sabe, meu bem! Trate de aprender. Obrigue a si mesmo gastar horas do seu dia se corroendo com citologia e se achando um estúpido só porque não sabia que Star Wars é uma farsa, já que o som é uma onda mecânica e ondas mecânicas não se propagam no vácuo.
No, wait, acho que tem algo estranho: eu gravei coisas?

Especialmente, coisas da aula de física?

Física do segundo ano, ainda por cima?!

Ah, sim, porque não era nada como calcular uma carga do além num exercício idiota que sequer representa a realidade como ela é (ignore isso, desconsidere aquilo, e o ar não existe): foi uma informação de verdade.

Isso não parece fazer sentido?

O fato de escolas não promoverem coisas como ações sociais porque o que interessa é só o vestibular não fica claro? Ninguém ali se importa com iniciativas como: reciclar papel porque a Amazônia está indo para o saco. Ninguém está interessado no que pode fazer para tornar os alunos pessoas mais maduras - medidas como cobrar o uniforme ou o horário parecem ser eficientes, mas, hello, elas não são mesmo. Ninguém liga se seu pai bate na sua mãe. Ninguém quer saber se você pode estar desinteressado porque não se encontra em seus próprios problemas – e metade dos alunos é assim.

Por quê?

Vestibular, vestibular, vestibular.

“Passem no vestibular! Queremos que sua vida seja linda e siga em frente!”

E queremos mais alunos ano que vem.

Soooooooo funny, isn't it?



Ok.

Lado revoltado off.


1 comentários:

Steph S. R. disse...

School sucks, haha. E a maioria é assim, bem falha, raros os casos que realmente estimulam o aluno a aprender de uma forma que não seja 'porque isso vai cair na prova/teste/vestibular e você tem que aprender!', ao invés de... Fazer interessante.

Diminuindo com o número de colégios que se importam com os alunos...

É, escola é uma droga, heh.

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