sábado, 29 de maio de 2010

Cruze os dedos

para que Greyson Chance não seja o novo Justin Biba.

Não vou dizer que o guri de dezesseis (eu não acredito nisso, para mim ele tem é doze) tem que morrer, ser linchado, torturado, nem nada disso. É uma falta de respeito, e coisas assim só são ditas quando ninguém aguenta mais ouvir a voz dele miando baby baby baby, ooh. Anyway, a música desse garoto (que música?) não presta, sim, ele é muito bichinha e  isso não deixa de ser uma armação da mídia para as garotinhas dessa geração mais-sem-talentos-verdadeiros de todas. Tudo pelo dinheiro, galera.
A questão é até mais complexa, mas eu estou andando e cagando para o Bieber (tipo assim, a participação dele em We Are The World - For Haiti não foi legal, mas ok). O negócio aqui é mais atual.

Provavelmente já ouviram falar da belezinha que realmente tem doze anos e não nega sua idade, Greyson Chance. Ele já tinha um cabelinho meio tigela, que nem lhe caia tão mal, mas agora que ele está mais famosinho, fizeram questão de cortar uma franja retinha para ele ficar pior mais cool para essa moda baitola, pavorosa.

Mas ele é realmente um bom menino. Não um menino besta, que quer se assemelhar à uma garota. Ele é bom mesmo: tem voz, um dom que pode ser usado para o bem (e será, se Deus quiser). Tem estilo até, porque é muito, muito bom ver um garotinho tocando piano e cantando em um evento, que parece ser algo da sua escola, com uma roupa simples, sem cerimônia, e um olhar que me lembra modéstia.
Sua performance de Paparazzi, a primeira e original, é linda.
É óbvio que o frio na barriga está lá, mas o garoto é bom em público: não demonstra nervoso. Começa logo, sem enrolação, sem medo. E quando as primeiras notas do piano começam a ecoar, as pessoas parecem entediadas. Como se pensassem que seria mais uma apresentação mal ensaiada ou sem graça. Mas o piano melhora, Chance solta a voz, e as pessoas se encaram com sorrisos surpresos.

E ele dá o seu melhor.
Parabéns, porque ele é bom. E sai tímido com aplausos. Melhor ainda, humilde.

Tá, eu não sei se ele é assim. É o que parece. Pa-re-ce. E me parece, também, que já estão investindo num jeito de ele perder isso - a falta de preocupação com o que veste, a preocupação com rótulos. É visível a diferença das suas performances caseiras, simplesmente musicais porque é isso o que ele realmente quer fazer - uma boa música, das que acontecem perante o público. Greyson parece interpretar um personagem no palco de Ellen, porque não faz o seu melhor. Não está na música, está no palco. Está nos holofotes, na maquiagem do seu rosto e na preocupação com o seu jeito de cantar - coisa que implantaram na sua cabeçinha de doze anos, apenas.  
Yeah, estão enchendo a bola do menino, eu aposto. Morro de dó.

Porque eu realmente espero que não transformem seu talento para a música numa merda Bibinha.

domingo, 23 de maio de 2010

Eis la dica

Não se envolva com alguém antes de ter certeza, nunca. Não olhe para os seus problemas sentimentais, seu traumas, suas confusões ou seus medos e ache que vale a pena esperar ou não fazer, e também não ache que é o único. Olhe para isso tudo, nos outros. Olhe o que eles fazem por você, ou superam por você. Mas olhe também o que não fazem, porque é importante ver dois lados de uma moeda. Até tente achar a explicação para isso - porque tudo tem uma justificativa, ainda que não seja plausível -, caso seja intrigante.
Não perca seu tempo dando esperanças alguém e gastando seu tempo e coração nisso, é inútil, vil e cruel.
E quem se ferra é você.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Novela sempre é novela,

... mas é revoltante.
Não desmereço o trabalho de nenhum diretor, roteirista, ator ou atriz, sonoplasta, maquiador, faxineiro ou qualquer outra coisa da Globo. Acho que o que eles fazem é perfeitamente válido e que eles são, porque não, cheios de sensibilidade para o trabalho das suas novelas emocionantes e lotadérrimas de lições de vida.
Mas quem assiste a Globo? É claro que a novela (sendo ela da própria Globo ou de qualquer outro canal) alcança, no mínimo, 90% da população que possuí contato com aparelhos televisores, e ela está mesmo mais voltada para a massa. E a massa, é necessário lembrar, não tem uma boa instrução ou a capacidade crítica necessária para avaliar algumas coisas (obrigada, escolas de todo o Brasil) - e não é que eles não entendam ou sejam incapacitados, eles só não tem esse tipo de avaliação desenvolvido e estimulado. 
Notícias que envolvem agressão ou ataques por parte de pessoas ditas comuns contra atores que interpretam vilões, por exemplo, não são novidades. Sim, muitas pessoas se baseiam nos personagens dessas novelas para tomar decisões ou aprimorar seus valores.
Então me vem essa Globo colocar a Teresa, personagem cujas ações e conceitos costumam ser um  tipo de modelo, dizer ao seu ex-marido, um homem traidor, ganancioso e sem o devido respeito pela figura feminina - nota-se por como ele trata a Dora, uma das moças com quem ele teve um caso - que ele precisa "de uma mulher que o ame sempre" e que "o perdoe várias vezes". Ou algo muito parecido com isso.

Calma.
Em primeiro lugar, perdoar é lindo, mas perdoar sempre é divino. Um ser humano que perdoa o outro sempre vai, sim, acabar se subjulgando e deixando claro que ali só pode haver alguma espécie de dependência. Perdoar é bom quando a outra pessoa muda ou parece disposta à isso, e perdoar sem que ela saiba o que está acontecendo não vai fazer com que nenhuma das partes cresça. Marcos, a meu ver, parece estar redescobrindo o quanto amava Teresa, mas em nenhum momento eu tive a certeza de que ele está ou estará arrependido. Acho que isso dificilmente aconteceria com alguém da sua personalidade, mas não que seja lá tão impossível.
O fato é que Teresa parece dizer que ele precisa de uma mulher passiva, dependente, que se anule e viva para amá-lo, respeitá-lo, perdoá-lo, como se fosse esse o papel de uma mulher. Perdoar sempre. Ser compreensiva mesmo quando foi machucada. Suportar grosserias? Maus tratos, então? Essas coisas não estão tão distantes umas das outras como parecem estar.

Segundo ponto: inversão de papéis. Algum homem diria o mesmo à uma mulher? Marcos, se fosse traído, diria o mesmo a Teresa? "Você precisa de um cara que perdoe todas as suas chifradas, suas mentiras, seus abandonos e esquecimentos... E que te ame apesar de tudo, sempre." Desculpe, acho que não. Acho, também, que só porque a mulher está começando a notar que pode viver sem um homem, ou pode vestir o que quiser independente da opinião masculina, ou que pode fazer decisões que não envolvam parceiros, não quer dizer que elas saibam lidar com a situação inversa à de ser submissa. E só porque os homens passaram a notar o espaço que as moças ocupam e o respeito que elas realmente merecem, não quer dizer que o machismo tenha acabado. Mulheres trabalham? Sim. 
Mas ainda cuidam da casa, não é?

Terceiro ponto: o que as pessoas que assistem a novela e se inspiram em Teresa vão pensar em fazer da próxima vez em que o cara que lhes deceu um tapa sobre o rosto, as traiu ou contou mentiras pedir perdão? Talvez não todas, talvez não seja uma epidemia realmente, talvez eu não tenha interpretado a profundidade do sentimento doentio  de Teresa ou o problema mental sentimental de Marcos, mas essas palavras foram um descuido. Que feio! Jurei que Teresa poderia se sair melhor nessa.




Tsc, tsc, what a bad example!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Não Faz Sentido! - Vida de Garoto

Vida de Garoto é realmente uma calamidade.

Fato. E eu não sei o que é pior: o que pregam ser um adolescente nos dias de hoje ou os adolescentes que são mesmo desse jeito (os adolescentes que eu nunca vi, claro, porque só ouço falar deles; talvez meus contatos só sejam exemplares).
Engraçado que, tecnicamente, as pessoas do seu convívio não curtem esse tipo de babaquice. Ninguém curte! Como o querido ser pensante diz no vídeo, se você fizer uma enquete a maioria responde: odeio, eles deviam morrer.


Ok, as pessoas mentem, então? No way, normalmente os fãs desse tipo de coisa são idiotas ao ponto de dizer que amam aqueles fofos, lindos e acéfalos garotos... Então, por Deus, da onde brota tanta menina retardada?!



Ótima crítica, a propósito.

domingo, 2 de maio de 2010

Alice no País Previsível das Maravilhas


De antemão, nada contra o filme, muito menos a história.

Adoro Alice, principalmente na sua versão ingênua e tosca da Disney, como eu conheci. Ela não é fofa? Não temos vontade de apertar? Anyway. Também adoro o trabalho de Tim Burton. Não sou uma grande especialista sobre filmes (na verdade, eu devia ter mais entusiasmo para eles - não gravo nomes de atores/diretores, não me lembro de títulos, perco pedaços, tenho preguiça -, já que gosto tanto de cinema), mas admiro mesmo os universos que ele cria, principalmente porque meus olhos batem logo em cenários e figurinos, e apreciam um visual bonito, bem feito. Ao ponto de suas histórias serem fantasiosas, também, porque é divertido um filme que não seja idiota e não imite a realidade.

Há críticas negativas, ao que pude ler, sobre o diretor. Dizem que seus personagens não ganham vida, ou coisa assim. Bem, quem disse que ele promove isso? Talvez eles devam mesmo ser até um tanto quanto limitados, se não é esse o ponto que ele explora. De qualquer forma, não me sinto preparada para discutir um tema como esse, já que a minha base cinematográfica é tão boa quanto à de um hamster.

Sonoplastia. Talvez eu devesse ter prestado mais atenção, mas não vi defeitos - pelo contrário, achei muito bem feito. Até agora eu abro abas no youtube com a trilha sonora de Alice in Wonderland. A iluminação, se é que eu realmente reparei como devia nisso, não tem defeitos. O vestido azul de Alice quando ela já está no País das Maravilhas não é bem o que eu esperava, mas tudo bem, afinal, nós entendemos o porquê dele mais na frente. A maquiagem, sinceramente, só poderia ter ficado mais caprichada na Rainha Branca, só isso. E eu não gostei da borboleta que pousa no ombro de Alice no final, ficou mal feito. Detalhes...

O ponto é que eu não fiquei surpresa em nenhum momento no filme.
Minto: quando o Chapeleiro não perde a cabeça e da sua cartola sai o Gato de Cheshire, eu fiquei surpresa. E quando Alice faz aquela dancinha (um tanto quanto desnecessária por um lado, e essencial como um bom acabamento, por outro) eu também abri a boca: não esperava.

E é isso. Onde está o omg? Na cabeça enorme da Rainha de Copas?

Efeitos bem trabalhados, claro, naquela cabeçona... Só que a trama é previsível. Você sabe tudo o que Alice vai fazer, mesmo na parte do mundo real. Não há surpresas. Não há impasse. Não há um conflito que faz você se comichar na poltrona.

Com cores bonitas e ótima ambientação, é claro que um filme nesse estilo vai chamar a atenção - inclusive, temos o fator 3D, e a curiosidade humana a respeito das novas tecnologias. Mas as pessoas foram assistir em massa porque era o novo Alice no País das Maravilhas ou porque era um bom filme?

E, a propósito, eu queria que o Gato fosse em algo como o anterior, tão mais bonito e colorido, e original. Detalhes.

 
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