domingo, 2 de maio de 2010

Alice no País Previsível das Maravilhas


De antemão, nada contra o filme, muito menos a história.

Adoro Alice, principalmente na sua versão ingênua e tosca da Disney, como eu conheci. Ela não é fofa? Não temos vontade de apertar? Anyway. Também adoro o trabalho de Tim Burton. Não sou uma grande especialista sobre filmes (na verdade, eu devia ter mais entusiasmo para eles - não gravo nomes de atores/diretores, não me lembro de títulos, perco pedaços, tenho preguiça -, já que gosto tanto de cinema), mas admiro mesmo os universos que ele cria, principalmente porque meus olhos batem logo em cenários e figurinos, e apreciam um visual bonito, bem feito. Ao ponto de suas histórias serem fantasiosas, também, porque é divertido um filme que não seja idiota e não imite a realidade.

Há críticas negativas, ao que pude ler, sobre o diretor. Dizem que seus personagens não ganham vida, ou coisa assim. Bem, quem disse que ele promove isso? Talvez eles devam mesmo ser até um tanto quanto limitados, se não é esse o ponto que ele explora. De qualquer forma, não me sinto preparada para discutir um tema como esse, já que a minha base cinematográfica é tão boa quanto à de um hamster.

Sonoplastia. Talvez eu devesse ter prestado mais atenção, mas não vi defeitos - pelo contrário, achei muito bem feito. Até agora eu abro abas no youtube com a trilha sonora de Alice in Wonderland. A iluminação, se é que eu realmente reparei como devia nisso, não tem defeitos. O vestido azul de Alice quando ela já está no País das Maravilhas não é bem o que eu esperava, mas tudo bem, afinal, nós entendemos o porquê dele mais na frente. A maquiagem, sinceramente, só poderia ter ficado mais caprichada na Rainha Branca, só isso. E eu não gostei da borboleta que pousa no ombro de Alice no final, ficou mal feito. Detalhes...

O ponto é que eu não fiquei surpresa em nenhum momento no filme.
Minto: quando o Chapeleiro não perde a cabeça e da sua cartola sai o Gato de Cheshire, eu fiquei surpresa. E quando Alice faz aquela dancinha (um tanto quanto desnecessária por um lado, e essencial como um bom acabamento, por outro) eu também abri a boca: não esperava.

E é isso. Onde está o omg? Na cabeça enorme da Rainha de Copas?

Efeitos bem trabalhados, claro, naquela cabeçona... Só que a trama é previsível. Você sabe tudo o que Alice vai fazer, mesmo na parte do mundo real. Não há surpresas. Não há impasse. Não há um conflito que faz você se comichar na poltrona.

Com cores bonitas e ótima ambientação, é claro que um filme nesse estilo vai chamar a atenção - inclusive, temos o fator 3D, e a curiosidade humana a respeito das novas tecnologias. Mas as pessoas foram assistir em massa porque era o novo Alice no País das Maravilhas ou porque era um bom filme?

E, a propósito, eu queria que o Gato fosse em algo como o anterior, tão mais bonito e colorido, e original. Detalhes.

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