sábado, 26 de junho de 2010

Falo Mesmo

   - Esse post é dividido em dois porque ficou enorme. Coragem, eu sei que você pode ler até o final -

   Por uma sequência de pensamentos que me ocorreu durante a conversa com a minha querida Betty, eu resolvi fazer esse post. Nós estavamos falando sobre moda; na verdade, sobre como eu gosto de moda - e eu melhorei umas idéias que tinha guardadas, heh.
   Só não tire conclusões precipitadas, por favor. Não me pergunte de estilistas, marcas ou lojas famosinhas em Nova York, porque moda não se resume à isso e eu nem observo esse lado fútil, inútil e acho muito chato essa de ficar com nomes pra cá, e nomes pra lá. Não, não curto. Talvez seja porque eu não consiga gravar mais de dez marcas diferentes - o que se deve justamente à como eu acho simplesmente inútil, então... Redundante, é.
   É que eu, euzinha, gosto de algo que se chama estética. Básicamente, gosto de ver ela em tudo. Um look, para mim, não é só o que você veste. Vai da sua meia até o jeito que você se porta com a roupa toda. Isso é o que vale para mim, e não estou dizendo que é para entender, porque talvez nem consigam.
   E, apesar dessa revolta com nomes famosos, é claro que se eu pudesse sairia comprando umas coisas lindas que eu vejo em lojas como Santa Lolla (o que são aqueles sapatos? Eu juro que se fosse rica e louca comprava um de cada!). Até porque eu gosto de comprar, juro, não é uma compulsão, mas algo que eu gosto. A culpa não é minha se me anima ter coisas bonitas! Tenho um pouco de materialismo dentro de mim e não me orgulho disso, porque acho pessoas materialistas muito... Estranhas. É como se perdêssemos um lado humano, sabe? Porque não vemos o que somos, vemos o que usamos
  Mas é claro que vemos o que usamos, hoje em dia nós praticamente usamos algo para mostrar o que somos, ou o que queríamos ser, ou o que nos obrigam a ser? Você acha que o capitalismo só atinge as pessoas que não têm dinheiro? Deixa eu te contar, ele está comendo o seu cérebro a todo instante. Ele cega as pessoas, e nos faz pensar que marcas são importantes - e não porque são boas roupas, e talvez nem é que sejam bonitas. É porque você precisa delas. Afinal, você tem seu estilo, a Renner tem todos, e, para algumas pessoas, é motivo de vergonha (leu bem, vergonha) dizer que comprou calça tal na Renner.
   Porque as calças da Colcci são muito melhores!
   É, e daí?
  Quer dizer, pode ser a garantia de uma qualidade melhor, de um corte melhor, o que também se deve ao estilista renomado, a confeccionador tal, diabo à quatro de no-mes, enfim. Nesse quesito, os nomes são importantes. Qualidade é importante. Mas uma marca não é a super garantia de que aquilo é durável mesmo, de que vai se manter bonito por um tempo  razoável e muito menos de que você é melhor ou pior por possuir o objeto, seja roupa, seja sapato, seja um bolsa. É como se usassemos nomes para definir o que somos, quando uma calça não vai dizer sobre o seu coração.
   Sei lá, se você adora marcas e pode comprar o que quiser com o seu dinheiro, boa sorte. Eu faria o mesmo, as peças costumam ser lindas e duráveis. A minha indignação é a respeito das pessoas que compram marcas, mas não são capazes de reconhecer que isso não é tudo. O que garante que você é melhor? Seu óculos da Gucci? Parabéns, hem?!
   Procuramos por bons produtos, é claro. E algumas lojas não merecem respeito mesmo não; elas fabricam aquelas roupas feias, sem corte, que não combinam com nada, são baratinhas e estragam rápido, e isso realmente não merece atenção. Pessoalmente, eu gosto de coisas bonitas, sim. Eu dou valor ao que é bem feito e parece decente, desculpe se isso parece enjoado para você - eu me importo com o que eu visto estéticamente (e peço desculpa as crianças da china ou sei lá quem trabalhou como um cachorro para receber três centavos em troca, porque eu não pesquiso muito sobre como foi feito o que eu compro, mas pretendo tomar essas atitudes assim que eu souber como fazer direito).

- continua -
  

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