sexta-feira, 27 de agosto de 2010

De tudo, nada

Não há motivo pelo qual viver
Não amigo pelo qual acreditar
Se esforçar
Não há rosas, nem sol
Nem chuva, nem dor
Nem nada
Que me faça voltar
A sonhar
A respirar sem pesos em meu ser de papel e tinta
Ou teclas e energia
Não há

Não há mais amor pelo qual suspirar
Não há razões pelas quais minhas pálpebras deveriam se levantar
De manhã
Não há bonitas manhãs
Não há noites
Nem vinhos, nem doces lábios cheios de falsos amores
Pelos quais se inspirar, se cegar

Falta de tudo
Falta o sabor seco e gratificante da vida
E aquela rebelde vontade

De tudo, falta-me até o nada.

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