sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sem foder, seu radical

    Eu odeio radicais (na verdade eu odeio mesmo esse tipo de radicais que eu vou falar agora). Eles são tão chatos. Ou você é A, ou você é B, dos que são C, ninguém presta e se você for D, aí fode tudo. Não tem nada fora disso, de certo? Não existem AA, nem AB, nem DCBA?
    Que saco, se enxergue. Comentários do tipo: "você nuuuunca ouviu essa música? Mas não era você quem adoraaaaava rock?" ou, "você nuuuuuuunca viu esse filme? Mas não é você quem adora ir ao cinema?" ou até: "você acha o Lula legal? Mas não é você que ia votar no Serra?" são coisa de gente com visão limitadinha.
    Filho, vamos com calma. Há um abismo entre o que as pessoas gostam, amam, fazem, apoiam, são viciadas e conhecem. Se você não entendeu, procura um dicionário que eu não estou com paciência hoje. Tendo eu como exemplo: hum, amo rock e cinema. Eu ouço rock, e não vejo cinema. Eu conheço um pouco de rock, e nada de cinema. E eu adoro os dois, muito mesmo.
   Nem tudo tem que ser uma coisa ou outra. Eu posso ter várias formas de pensar, vários gostos, várias preferências... Tipo assim, eu não preciso ser radical e escolher sempre a mesma coisa ou viver numa bolha, como você.
   É, você, que acha que sabe tudo sobre rock e heavy metal. Você mesmo, que quando falam em qualquer outro estilo musical, já olha com desprezo, como se gostar de rock fosse te fazer superior. Estou falando com você, que ri quando o assunto é assassinato, mortes, torturas, querendo dar uma de machão - quando, na verdade, eu aposto que se cagaria se fosse assaltado com um revólver na nuca. E, claro, para os que amam rock e não se importam com violência, não sei onde está a coerência. Uma das coisas que impulsionou o gênero musical foi justamente a visão anti-guerra, anti-violência e afins. Se você é tão esperto, conheça sobre as coisas antes de ser um babaca que ri de metralhadoras atirando em pessoas inoecentes emparedadas na ditadura. Só pra terminar de desabafar, esmalte preto e cabelo longo não fazem de você melhor, na verdade é meio ridículo e todo mundo acha bem esquisito, mas respeita. Então respeite os outros. Seu radical de merda.
    Sou compreensiva, e sei que cada um tem sua opnião. Os radicais podem ter as deles, mas é claro. O meu problema com essas pessoas é que esses imbecis parecem não respeitar a nossa.  Vocês não são demais, e não são os únicos corretos por pensarem de um determinado modo! Vão se tratar.
   Ou parem de dormir de calça jeans, ou parem de se excluir no seu mundinho. O planeta tem alguns bons bilhões de pessoas, se você acha que é o melhor, o mais inteligente, o mais estiloso, o mais sincero, ou qualquer coisa... Deixa eu te contar: você não é. Você não é especial. Você é como todo mundo. E ter opiniões retas num mundo tão torto, e defendê-las como uma mula, não vai fazer sua situação melhorar.

Enfim, esse post está totalmente mal organizado, mas eu tenho que estudar uma merda de umas exatas e não estou a fim de arrumar. Bjs.

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