segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ser ou infinito?

Existem dias onde eu sei bem quem sou. Depois eu leio uma coisa, observo outra, reorganizo fatos e memórias. E quando vejo já sou outra, melhorzinha. E vai indo. Mas daí eu percebi que não rola ser algo, e ponto, fim. Você não pode ser algo, apenas.

Você infinito algo.

Só às vezes

é tão melhor ficar sozinha. Não que seja de verdade, mas dá menos trabalho e eu sou preguiçosa.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Depois de milênios

    ... Sinto informar que ainda não tenho o que dizer aqui. Na verdade até tenho, mas a preguiça me dominou.
    Vejamos, o que andou rolando?
    Andou rolando muita coisa. Aprendi um monte sobre eu mesma, e sobre as pessoas. Separei umas paradas, finalizei uns processos. Tive decepções construtivas e bem vindas, realizei que não sou de pedra e nem adianta eu querer ser. Sei lá.
    Acho que se todo mundo observasse um pouco mais a si mesmo e parasse pra pensar ao invés de simplesmente reagir a tudo e a todos como se fosse o centro do universo, o mundo seria melhor e mais racional. Porque né, o ser humano? Racional? HOHOHO E eu sou o Papai Noel, criançada.

ME WANT A DOG 'O'
   

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Um saco

Hoje a noite vai ser um saco. E é óbvio. Estou com cólica e começa por aí.
Depois, aquele conhecido sono farsante, maldito. Faz você desistir de tudo que está fazendo para dormir, mas é só deitar e pá: some tudo. Seus olhos não fecham. Sua mente não para.
Você espera. E tenta, com tudo, se tranquilizar. Mas o ritmo do dia não foi embora - e pior, está mais grave. Legal, duas horas e meia. Três e quinze. Quatro para as quatro. Insonia em ponto. Cinco da manhã.
Preguiuça de fazer café, sem cigarros para fumar, sem roupas para vestir, sem coisas legais para fazer. Muita calma. A luz ainda chega.
Mas demora.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Após o início

Hum, o post anterior tem continuação agora, olha só! To virando gente! 
Boa leitura, pra qualquer um que vá ler.

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    Como em todos os outros dias úteis (ou mais inúteis do que propriamente úteis), Angeline estava indo para o colégio. O fato de ser seu aniversário não mudava sequer isso, e também não trazia o colégio para mais perto, como ela gostaria que fosse. E poderia ser, caso sua mãe concordasse em deixá-la na escola - a única - que havia em Hythe. As coisas não mudaram de lá para cá, mesmo, pensou a garota. Bem, ao menos suas pernas não atrofiaram com todos os muitos metros que ela tinha de andar.
    E não só por terra. Antes de colocar os pés em Southampton e atravessar algumas quadras para chegar até o Saint Lucy Western College, era necessário atravessar o braço de mar que separava as cidades. Para isso, o bom e velho firebolt estava à sua espera, sempre as oito da manhã, com seu amigável trem de duzentos anos que levava os passageiros até o fim do pier - onde eles finalmente embarcavam. Era uma viagem. Curta em termos viajantes, mas uma verdadeira viagem.
    Entretanto, Sra. Henckel sabia tão bem quanto Angeline que era até melhor que fosse assim.  A garota não gostava de ficar em casa, porém, não tinha muitos lugares para ir. Esse longo caminho até a escola ocupava seu tempo. E esse tempo, Angeline não se importava nenhum pouco de perder.
    Mas se ao menos eu pudesse dirigir... Era o que ela sempre pensava ao observar as pessoas quando chegava ao cólegio. As mesmas pessoas de sempre, já que Angeline procurava evitar atrair olhares. Nunca funcionava, mas para quê provocar o diabo com a vara curta? Seus olhos vagaram pelo estacionamento, com a visão entrecortada pelas grades brancas do portão. E então, acharam a primeira pessoa.
    Lá estava o tão amado e cortejado Facchini. Como sempre muito pontual, parecendo educado demais, ao contrário da maioria das garotas que se amontoavam em torno dele, sem a devida noção de espaço pessoal.
    Como Angeline, ele também morava em Hythe. Seu pai era um senhor de négocios metido a dono do porto, que não temia enfregar na cara de ninguém aquela montanha de dinheiro que possuía. Seu patrimônio e influência o orgulhavam mais que a bela família por ele construída. Mas o seu filho não apreciava esses modos. Não, Damien Bauer Facchini queria se ver livre do motorista tanto quanto Angeline queria tê-lo para si.
    Em seguida, como sempre, ela procurou o melhor amigo de Damien - em quem, inclusive, sua mãe apostava sonhos e esperanças de uma reputação salva por um casamento de sobrenomes. "Ele está na sua sala." "Eu sei, e eu não me importo." "Angeline Henckel Facchini. Não soa bem para você?" "Não". Mas esses sonhos Angeline jamais realizaria, nem que pudesse. Nem que quisesse. E não era algo para ser posto em dúvida.
    A única dúvida era como Facchini e Newman podiam ser tão amigos, visto que Evan Newman em nada se parecia com Damien. O primeiro, um rocker escandaloso demais para os pacatos anos 50. O segundo, um perfeito e impecável teddy boy, ao ponto de fazer inveja em todos os que usavam ternos ou tinham cabelos bem penteados. Mas, ainda que estivessem enquadrados em rótulos, ambos tinham um ponto em comum, sim. Eles dois  os ignoravam.
    E Angeline também.
    Será que ele vai faltar de novo? Perguntou-se a garota, desviando os olhos quando o grupo que envolvia Damien a notou ali, adentrando os portões. A resposta veio rápida: o ronco da motocicleta já podia ser ouvido, há um quarteirão dali. Newman estava a caminho. E o cheiro de confusão já infestava o pátio.
    Como sempre, Angeline entrava na escola com os ossos dos pés latejando e fingindo já estar acostumada. Como sempre, Facchini parecia a única luz num grupo de trevas que a encarava. E, como sempre, Newman acelerava demais sua moto para quem está num estacionamento pequeno.
    Tudo estava igual, e tão normal que doía em sua alma. E parecia sufocar o quanto as cenas e as palavras se repetiam. "Como foi a noite, Angeline?" "Quantos foram na noite, você quis dizer..." e comentários no estilo eram ouvidos por entre murmúrios que deveriam ser apenas mais uma piada na roda, e a garota fechava os ouvidos enquanto Damien sentia o ímpeto de estrangular alguém crescendo dentro do seu peito.
    Do outro lado do pátio, Evan pulou de sua motocicleta já cumprimentando outros do seu bando infernal, com suas jaquetas de couro gastas e allstars que mais pareciam ter saído de um pisoteamento em massa. Seria até simpático aos olhos de Angeline, se não a enjoasse. Mas, ah, os ternos engomados enjoavam ainda mais. E os vestidos... Deus, o que ela usava era o pior de todos. A cintura era tão marcada e a saia era tão rodada. Era tudo tão perfeito, tudo em seu lugar, tudo uma farsa. As roupas coçavam por dentro e as sapatilhas apertavam, o corpete sufocava. A vontade era de rasgar tudo, se livrar daquelas roupas que mais pareciam uma teia a grudar sua mentira na pele, jogar tudo no chão, passsar por cima como se não tivesse visto.
    Se Evan ouvisse esses pensamentos, completaria com: "e atear fogo! Tenho um fósforo, quer?". Quem sabe Angeline concordaria. E talvez Damien, tirando a parte de atear fogo - poderiam se machucar fazendo isso.
    Mas nessas épocas, eles não sabiam que concordavam em muitas coisas. Não ainda.

domingo, 24 de outubro de 2010

Um início

Esse capítulo é mais um dos muitos que eu tenho como o primeiro da minha história. Sei lá, depois de dois anos escrevendo eu me lembrei que existe a terceira pessoa - e isso talvez seja a solução dos meus problemas. Daí escrevi isso. Mas, de qualquer forma, eu resolvi postar esse texto aqui porque eu gosto dele. Ele é um norte para mim em termos de escrita, pelo menos por enquanto, e espero que eu não mude de idéia daqui duas semanas (como sempre faço).  E chega de falar, aqui está o pequetito:


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Hythe, Hampshire, sete de abril de 1957
Querido Diário,
 
    Você foi meu presente de quinze anos. Agora estou fazendo dezesseis, e acho que já é uma boa idade para te jogar fora, principalmente se levarmos em conta o fato de que eu nunca escrevi nada nessas suas folhas podres.
    Foi um ótimo ano com você guardado na gaveta, mas não leve pelo lado pessoal. A gente recorre a muitos meios quando quer atingir uma pessoa. Mesmo que essa tal pessoa nunca venha a saber disso.
Espero que aproveite o lugar para onde esteja indo, seja ele onde for.

Adeus
Angeline

    
    A garota encarou as letras apressadas sobre o papel velho, amarelado. Estreitando os olhos para o pequeno livro que tinha nas mãos, sentiu algo crescer em sua garganta. Mas aquilo não vinha do apego, imagine só. Era justamente o desapego. Até um simples e adorável diário, com uma fita amarelo-claro que o circulava e uma capa adornada por rendas brancas e rosadas, era capaz de gerar ódio dentro dela. Mas não era o diário, era o que ele representava.
    - Ridículo – murmurou Angeline, atirando seu livro de páginas vazias à lareira que estava a sua frente, e que finalmente tinha servido para algo além de queimá-la.
    Dezesseis, enfim. Segundo sua tia, Ada Henckel, a data dos dezesseis anos de uma mulher é sempre muito marcante. Porém, segundo sua mãe, Sra. Henckel, aos dezenove é que a vida começaria de verdade. Mas já haviam lhe dito coisas do mesmo gênero sobre os quinze anos também, e nada de vida nenhuma começar. Onde estava a parte legal de ser aniversariante?
     E de quê adiantaria ela ter dezesseis agora? Sua mãe, já sabendo que a garota queria arrumar um trabalho, se colocara contra essa decisão. Mesmo que agora sua filha tivesse idade para isso, Sra. Henckel preferia vê-la bem casada, e respeitada por isso, ao invés de assisti-la trilhando o mesmo caminho que o seu. Uma mulher que trabalhava, numa vila onde mulheres não trabalhavam. Mas Angeline pouco se importava com isso. Ela sequer queria viver naquela vila pelo resto de sua vida.
    - O que você ainda está fazendo de pé?
    Num sobressalto, a garota se virou para a porta da sala, sem se levantar da cadeira em que estava. Boa noite, mãe. Estava esperando você para comemorar. - Eu... - Começou, sem saber exatamente o que devia dizer à mulher que adentrava a sala, com movimentos de alguém que está pronto para cair numa cama e desmaiar. Domingos de bares cheios, Southampton era de surpreender. - É que... - Se virando para a lareira novamente, Angeline soube exatamente qual mentira tecer. A mais simples e fácil. Nunca gerava problemas. - Eu não consegui dormir.
    - Mas precisa - respondeu Sra. Henckel, jogando uma bolsa grande sobre o antigo sofá azul marinho, onde estava impregnado o cheiro de seus cigarros. - Vai acabar acordando tarde. 
    - Eu não costumo me atrasar.
    - Saia desse fogo, não está tão frio assim.
    Deixando a cadeira para que sua mãe pudesse ocupá-la, Angeline se levantou e passou um breve olhar pela lareira, para se certificar de que seu diário já estava reduzido à cinzas. Nenhum rastro, nenhuma prova que pudesse ser usada contra ela. Até o lápis tinha ido ao fogo junto com seu livro. Finalmente estava livre deles.
    Mas ela queria poder se ver livre de muitas coisas mais.
    - Boa noite - seus passos leves ecoaram pela sala quando ela se pôs a subir as escadas de madeira, que rangiam levemente com seu peso de, no máximo, quarenta e alguma coisa quilos. Não tinha muita estatura, nem muita gordura, nem muitos músculos, e os seus sentimentos, embora pesados, não podiam ser mensurados.
    - Angeline.
    Diante disso, ela nem sequer se deu ao trabalho de virar. Apenas parou onde estava, nos degraus, sentindo o frio que vinha de cima, onde era o seu quarto. O que teria feito de errado agora? Ou será que deixara passar algo na lareira? Entretanto, com o murmúrio de sua mãe a acender um cigarro, tudo o que ela faria seria abrir um sorriso e mantê-lo suavemente sobre o rosto quando se deitasse, e até que seus olhos se fechassem.
    - Feliz Aniversário.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Crer ou não crer, eis a questão!

   Sabe quando você não tem certeza se aquela pessoa, aquela mesma, que você adora demais, te faz bem?
   Quando, num momento, ela parece ser uma das partes mais importantes na sua vida e, no outro, nem é mais tudo isso: ela se torna um peso? Tipo, aquela pessoa que diz que te ama e, né, você acredita, mas depois acaba pensando que pode ser a mentira mais deslavada do mundo? E aí você se sente idiota e tal, fica confuso, uma merda... Pois é.
    Esse tipo de gente existe pra todo lado. Sinceramente, é nóia se você ficar dando valor para esses sentimentos. E eu acabei de descobrir porquê.
    Eu não costumo confiar muito nas pessoas, sabem. Faz parte de mim isso. Mas não é legal, e por dois motivos. O primeiro é que você acaba ficando meio neurótica; até com os mais próximos os lapsos de pensar que é tudo mentira começam a acontecer. O segundo motivo é que você quebra sua cara do mesmo jeito. "A verdade é que todo mundo vai te machucar. Você só tem que escolher por quem vale a pena sofrer", não é? Enfim.
   O lance é que quanto menos você confia nos outros, pior a coisa fica. A galera continua te dando motivos pra não confiar, sempre. So sorry, mas é um pulo para a paranóia. Daí é quando você começa a ver coisa onde não tem, intenções que nunca existiram, palavras que nunca foram proferidas, sentimentos que não tem motivo... Vai começar a se isolar, baby. Vai afastar as pessoas de você; e isso vai doer. Vai ficar sozinho. Not cool.
   Quer saber? Confie mais. Não saia por aí achando que qualquer um merece confiança, também né. Não ferre sua vida, não seja um radical babaca. Só de uma chance a você mesmo de quebrar sua linda cara numa parede dura e fria. Todo mundo erra, você também pode apostar e errar, ora essa. Só entenda que ter medo não faz ninguém feliz. Só... Separe o joio do trigo.  Creia nas pessoas. Você vai descobrir que muita gente merece uma, duas e até três chances.
   Inclusive aquelas pessoas indefinidas do primeiro parágrafo. Elas merecem um voto, sim. Lembre-se de quantos momentos bons você dividiu com elas, quantas choradeiras ou ataques de risos... De cada cagada que fizeram, ou briga besta, ou confissões. Recorde das vezes em que se ajudaram, se aconselharam, e prometeram que iriam para sempre ficar juntos. Sabe, essas coisas o tempo não apaga. Pelo menos não muito facilmente.
   Agora, querer culpar alguém por não te dar 100% o tempo todo?...
   Meu amigo, voce não dá seus 80% em tempo integral, que eu sei. Ninguém pode dar seu máximo sempre, ninguém pode ser perfeito, nunca. Jamais. E imagine que saco seria, uma coisa óbvia dessas. Às vezes as pessoas tem que te amar menos, para poderem amar a si mesmas um pouco mais. Hello, não é lógico? Se você amar os outros demais e você de menos, tem alguma coisa errada. É claro que às vezes as pessoas param de se importar com você para se importarem com elas mesmas. Ah, não, você achou que era o centro do mundo?
   Pois não é. E ninguém, a não ser sua mãe, vai te tratar como se fosse.
   O mundo é assim. Ele deixa de gostar e cuidar de você para gostar e cuidar dele.
   E se você não souber lidar com uma única pessoa que faz o mesmo, meu bem, quem dirá com o mundo todo.

Nada a ver, mas eu achei so cute!

domingo, 10 de outubro de 2010

Aborto: de quem é a decisão?

      Aborto é uma coisa séria, com consequências ainda mais sérias. O que temos de meninas mortas por causa dessa prática ilegal não é pouco. Além de envolver uma questão de liberdade de escolha, sexualidade precoce e banalizada, direito à vida, falta de fiscalização e responsabilidade em fazer valer a lei (que seria aborto é proibido) e crenças religiosas, há todo um psicológico e físico da mulher prejudicado e uma questão profunda de ética - ou sjea, é quase impossível de se chegar num acordo.
     Tecnicamente, eu sou a favor da legalização do aborto. Não venha me dizer que em texto dissertativo não se usa "eu", isso não é uma redação para o vestibular. Eu sou a favor. Não que eu ache bonito, legal, justo, magnífico e divino abortar - na verdade, se não for um caso de estupro, é caso de gente sem noção -, mas eu acho que as mulheres podem ter o direito de escolher. O argumento que se refere ao quanto isso é injusto, já que tiramos a escolha do feto, não faz sentido para mim. Ele não tem escolha. Ele é um punhado de células, sem consciência. É só um futuro com forma de gente em formação.
    Ou você acredita naquela visão que pregam? "Mamãe, estão arrancando minhas mãozinhas! Estão invadindo minha casinha! Estão me separando de você!" Faça me o favor. Eu sou sentimental ao ponto de chorar com isso, mas racionalmente falando, o seu feto não é como uma criança, que tem esse tipo de pensamento desenvolvido. Ou sei lá, quando você pega um ovo da galinha você acha que a gema está piando para ela? 
    "Os receptores da dor surgem na pele na sétima semana de gestação. O hipotálamo, parte do cérebro receptora dos sinais do sistema nervoso, forma-se à quinta semana. Todavia, outras estruturas anatômicas envolvidas no processo de sensação da dor ainda não estão presentes nesta fase do desenvolvimento. Existe também a possibilidade de que o feto não disponha da capacidade de sentir dor, ligada ao desenvolvimento mental que só ocorre após o nascimento" (Wiki, como sempre, salvando uma pesquisa). Como você vê, o seu feto não é um humano formado, e eu sei que isso é óbvio, mas as pessoas tecem argumentos em cima disso como se não fosse. Não, o feto não vai chorar. Ele sequer tem um lado emocional como o seu. Aliás, o lado emocional começa a ser desenvolvido com as sensações que passam da gestante para o bebê.
     Assim sendo, é pouco inteligente se você não observar como a raiva, o ódio, a repúdia e a rejeição podem passar para o feto. São os sentimentos de muitas mães que simplesmente não querem seus filhos. As razões pelas quais elas estão gestando uma criança não importam agora, e muita gente tinha mesmo é que se ferrar para aprender que só sexo não é vida e que gente com dezesseis anos não tem a mínima maturidade para isso. Mas que culpa tem o seu querido, inocente e desprotegido feto? O fato de sua mãe ser uma babaca não é culpa dele, é? Ou ele não pode ter o direito de escolher se ele realmente queria uma mãe que o rejeitasse?
    Opa, é mesmo, ele não pode escolher. Ele é um feto. Ele sequer tem um cérebro ainda.
    Mas a mãe dele pode escolher. Ela pode ir até uma casa, com uma velha sinistra e umas assistentes tapadas, pedir um aborto, e não sair de lá viva. Ou sair com sérias sequelas. E ainda, agindo contra a lei.
    Se o aborto fosse legalizado, vamos supor que teriam campanhas sobre como você pode contrair traumas após praticar isso. Vamos deixar de passar propagandas leves na televisão, porque ninguém é retardado para ficar vendo um carro amassado e sentir medo. As pessoas não têm medo disso. Essa banalização extrema de hoje em dia faz com que poucas coisas deixem o povo em choque. Então seja um pouco louco, e coloque uma propaganda fudida sobre aborto. Coloque dor, sangue, deixe as pessoas verem o feto triturado, verem a mulher apática, verem o estrago que uma decisão errada numa hora mais caliente pode fazer. Deixe claro que o páis não é católico, e sim laico - porque, fala sério, a Igreja Católica fala sobre isso como se tivesse o poder da decisão. Eles podem ser até enviados de Deus, mas Deus eles não são. Logo, católicos chatos, calem a boca e observem quem tem poder agir - no caso, o Estado. Beijos.
    Não acho a legalização do aborto o fim do mundo.  Falo mesmo. Não que isso seja um critério na hora de votar, mas é a minha opinião. Legalizem, deixe profissionais sangue frio fazerem essa imundice direito, deixem as pessoas consciêntes das consequências e deixem-as tomar decisão. E aí, quando uma idiota resolver abortar, ela vai lembrar que essa escolha vai ter efeitos que duram a vida toda. E quando ela sair de uma clínica, que fez uma coisa dentro da lei e de uma forma medicinalmente correta, ela vai pensar se valeu mesmo a pena. Se ela sequer tiver amor no coração, provavelmente vai esquecer rápido.
    Mas se ela for como qualquer outra mulher é, tenho medo do tamanho que vai ter a sombra do seu arrependimento. Pelo menos, ela teve o poder de decidir.

 http://weheartit.com/entry/4103108








sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Leia a minha mente

 E você vai achar exatamente essa imagem



















Essa imagem não me pertence nem os direitos sobre ela, bla bla bla

Sem foder, seu radical

    Eu odeio radicais (na verdade eu odeio mesmo esse tipo de radicais que eu vou falar agora). Eles são tão chatos. Ou você é A, ou você é B, dos que são C, ninguém presta e se você for D, aí fode tudo. Não tem nada fora disso, de certo? Não existem AA, nem AB, nem DCBA?
    Que saco, se enxergue. Comentários do tipo: "você nuuuunca ouviu essa música? Mas não era você quem adoraaaaava rock?" ou, "você nuuuuuuunca viu esse filme? Mas não é você quem adora ir ao cinema?" ou até: "você acha o Lula legal? Mas não é você que ia votar no Serra?" são coisa de gente com visão limitadinha.
    Filho, vamos com calma. Há um abismo entre o que as pessoas gostam, amam, fazem, apoiam, são viciadas e conhecem. Se você não entendeu, procura um dicionário que eu não estou com paciência hoje. Tendo eu como exemplo: hum, amo rock e cinema. Eu ouço rock, e não vejo cinema. Eu conheço um pouco de rock, e nada de cinema. E eu adoro os dois, muito mesmo.
   Nem tudo tem que ser uma coisa ou outra. Eu posso ter várias formas de pensar, vários gostos, várias preferências... Tipo assim, eu não preciso ser radical e escolher sempre a mesma coisa ou viver numa bolha, como você.
   É, você, que acha que sabe tudo sobre rock e heavy metal. Você mesmo, que quando falam em qualquer outro estilo musical, já olha com desprezo, como se gostar de rock fosse te fazer superior. Estou falando com você, que ri quando o assunto é assassinato, mortes, torturas, querendo dar uma de machão - quando, na verdade, eu aposto que se cagaria se fosse assaltado com um revólver na nuca. E, claro, para os que amam rock e não se importam com violência, não sei onde está a coerência. Uma das coisas que impulsionou o gênero musical foi justamente a visão anti-guerra, anti-violência e afins. Se você é tão esperto, conheça sobre as coisas antes de ser um babaca que ri de metralhadoras atirando em pessoas inoecentes emparedadas na ditadura. Só pra terminar de desabafar, esmalte preto e cabelo longo não fazem de você melhor, na verdade é meio ridículo e todo mundo acha bem esquisito, mas respeita. Então respeite os outros. Seu radical de merda.
    Sou compreensiva, e sei que cada um tem sua opnião. Os radicais podem ter as deles, mas é claro. O meu problema com essas pessoas é que esses imbecis parecem não respeitar a nossa.  Vocês não são demais, e não são os únicos corretos por pensarem de um determinado modo! Vão se tratar.
   Ou parem de dormir de calça jeans, ou parem de se excluir no seu mundinho. O planeta tem alguns bons bilhões de pessoas, se você acha que é o melhor, o mais inteligente, o mais estiloso, o mais sincero, ou qualquer coisa... Deixa eu te contar: você não é. Você não é especial. Você é como todo mundo. E ter opiniões retas num mundo tão torto, e defendê-las como uma mula, não vai fazer sua situação melhorar.

Enfim, esse post está totalmente mal organizado, mas eu tenho que estudar uma merda de umas exatas e não estou a fim de arrumar. Bjs.

Huuuu, desgosto

Serio que as vezes eu leio umas paradas que eu escrevo e tenho vontade de deletar essa coisa! Meu Deus.
Nauseas de mim por eu mesma.
E hoje eu nao to a fim de usar acento.

sábado, 25 de setembro de 2010

Espere o tempo, ao invés de perdê-lo. Buro.

    Quando eu ia começar a escrever isso aqui, digitei "eu estava ouvindo", e parei. Ando treinando a terceira pessoa, por razões minhas. Então, substitui a frase por "ela estava" e parei novamente. O que eu estava fazendo? Se no ímpeto o que saiu foi eu estava, que razão eu tinha para me esconder atrás de um ela estava?
   O que vem de dentro não deve ser interrompido, e já que na vida nós fazemos justamente o contrário disso o tempo todo, ao menos escrevendo uma besteira qualquer eu me permito fazer diferente.
   Eu estava ouvindo uma música. Uma música bem calma, numa melodia de violão que me faz escrever com mais calma do que o habitual. Dedilho de cordas, vozes de garotos jovens num tom sereno, e uma letra obviamente romantica. Não melosa, mas bem cute. Sequer tem um eu te amo, mas é linda.
   Eis que o vídeo se interrompeu, porque o resto ainda não estava carregado. E o pior, parou a música bem na melhor parte (como sempre, a lei da conspiração que cai sobre todos nós). Ah, que bom.
   Pacientemente, eu esperei alguns segundos para que voltasse a tocar. E voltou, mas aí não era a mesma coisa. Passei a ficar esperando o momento da nova interrupção. Claro que a música continuou linda e emocionante, mas eu já não acreditava naquele vídeo - ele podia travar de novo e interromper meu grande momento outra vez. Melhor ficar esperta, por mais linda que a música fosse.
   Foi então que eu pensei. A vida é bem assim, igualzinha. Alguma coisa interrompe, e depois você, um ser sem fé, não acredita mais que qualquer coisa possa acontecer sem uma interrupção. Acho que é normal, mas...
   Alguém mais já teve a sensação de que está esperando a vida começar?


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   Ela já começou. A vida, que digo. Ela está aí. E viver é isso, é ser interrompido e arrumar fé em algum lugar em si próprio, para que seja possível continuar. O vídeo não estava pronto para que eu apertasse o play. Apressada, eu apertei do mesmo jeito. Daí deu merda, ele parou, eu fiquei desconfiada, e resolvi baixar a música de uma vez. Mas as coisas não têm de ser assim.
   Quando ele estava completamente carregado, e era a hora certa, eu resolvi apertar o play, para ver no que ia dar. E, lógico, deu certo.
   A vida já começou, mas você tem que saber vivê-la. Não adianta esperar por ela, e nem atropelar o seu curso. Ela não espera por você, e se você tentar passar ela para trás, vai descobrir que não pode.
   Sinceramente, quem não se tocar disso, está perdendo a melhor oportunidade de todas - enquanto espera por uma outra chance, que nunca vai chegar. Um dia a vida acaba. E se você não fez nada dela, perdeu filho, já era.
   Mas não precisa. É só viver. Relaxe, respire, espere o vídeo carregar.
   E não esqueça de apertar o play, daí, burro.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O que temos de aprender?

    Hoje um dos meus professores de português no Curso Positivo - a quem eu admiro muito, inclusive - disse uma coisa que me fez pensar. Ele comentou sobre como nossa geração tem um grande problema, e ele se resume na falta de interesse pelo saber. Não por estudos loucamente bitolados, mas pelo saber em si. O saber pelo saber. Conhecer algo porque tem de ser conhecido, porque só vai ser bom para você mesmo se conhecer. 
    Provei disso esse ano. As aulas não me ensinaram apenas que osmose é "do menos pro mais", mas que o estágio de desidratação de um náufrago só piora se ele comer, por exemplo, um peixe. Saber é legal. Você resolve alguns problemas sozinho. Você pode raciocinar e discutir o mundo a sua volta. Mas parece que poucos adolescentes se incomodam em aprender, não é? Concordo com o meu professor, nossa geração é um desastre no que diz respeito a conhecimento. Desprezando o pequeno número de exceções, posso afirmar que não vejo jovens cujos objetivos sejam algo como permanecer estudando.
    Independente de eles querem uma carreira ou não, se querem ser médicos ou músicos, eu jamais ouvi qualquer um que divide a geração comigo (e acho nesse caso não há exceções) comentar que encara o futuro como um tempo de constante estudo. Se estiver com sua empresa montada ou se for um funcionário público, continuar a estudar para quê? Com licença, todos os meus amigos e até quem não considero assim têm uma coisa em mente: não nasci pra essa vida de estudo, vou entrar na universidade e queimar essas merdas desses livros.
    Eu quero entrar na universidade. Não porque terei maior liberdade para freqüentar os botecos como todo mundo faz, ou para qualquer outra coisa desse tipo, mas porque quero conhecer esse lugar onde, dizem, mudam nossa cabeça por completo. Pretendo ser bacharel em Letra, pretendo continuar estudando nessa área que escolhi o resto da minha vida. É o que eu gosto, no fim das contas. Talvez eu seja uma exceção, ou talvez um dia eu mude de idéia, mas quer saber? Eu estou muito a fim de queimar minhas apostilas agora.
    Claro, isso é uma linguagem figurativa. Eu valorizo o dinheiro que meus pais usam na minha educação, e uma fogueira não é um modo de dizer que eu odeio tudo o que tentaram me ensinar, não. É um simbolo de liberdade. Quando queimamos nossos livros, não estamos esquecendo todo o nosso conhecimento e praticando vandalismo: estamos apenas dizendo chega!
    Sinceramente, minha geração pode ser o que for (e ela é muitas coisas, mesmo), mas eu acredito nela.  Um pouco. Quando você para pra observar, até que bastate gente que se salva. E eles podem não ser os maiores cientistas, mas eu tenho certeza de que o cérebro deles não é vazio e que eles não se resumem à encher a cara e a sentir preguiça.
     É só que ninguém parece ter parado para pensar que as coisas têm dimensões muito diferentes para esses jovens. O mundo é outro. Nossa visão de futuro também. Nossa ferramentas e possibilidades são totalmente diferntes. Tecnologia chegou com todo o seu imediatismo, e agora temos o tempo e espaço distorcidos. A moda e  a sexualidade  se tornaram totalmente abrangentes, onde nada é impossível. Conceitos que mais parecem um zoológico. Atitudes morais e anti-moralistas. Legalize a maconha, sou contra as drogas. Todos sabem que o seu pulmão fica preto e que seu fígado fica podre, mas eu fumo e bebo e tenho só desesseis. Aborto ilegal, estou grávida. Não sei quem é o pai. Ela é uma menina comportada. Eu menti. Fui assaltada, estou estressada, acho que ele está entrando em depresssão.  Acho que sou bipolar, cara. Ah, não me culpe, sou DDA. Tenho TOC. Sou propensa à falta de educação, o médico quem disse. Sim, e eu sou homossexual, tem algum preconceito? Meus pais não me entendem. Ninguém me ouve. Não sei quem eu sou. Resolvi que vou no psiquiatra. Frequento grupo de oração. Sou ateu. Acredito na minha própria religião. Sou mais eu do que você. Não confio em mim, nem um pouquinho. Será que estou gorda? Preciso de um regime.  Preciso daquela roupa, daquela sapatilha, daquela bota, daquela calça. Ela me deixa mais magra. Vou ser feliz quando eu comprar. Video game é vida. Geração video game vive num mundo a parte. Banalização da violência. Adolescente é atacada por um grupo de meninas na saída da escola. Não sei o que fazer. Será que sexos opostos gostam mesmo de serem pisados? Amor não existe. Terminei com meu namorado ontem, não aguentava mais aquele idiota. Sua vadia, vagabunda! Porra, caralho, tô fudido nessa prova. Que prova? Estudei merda nenhuma. Estudar pra quê? Político ganha grana e não estuda. Meu pai dá um jeito. Que se foda.
    Isso tudo e muito mais. Numa geração onde o que mais se observa são comportamentos contraditórios, precoces,  questionáveis, surpreendentes, corajosos e até inconsequentes, seria correto culpá-los? O que eles fazem, aprendem da onde? Seria correto também exigir que vissem a vida da mesma maneira que todas as gerações anteriores? Onde o conhecimento é o maior dom do ser humano? Para mim que estamos descobrindo que há muito mais entre o céu, o inferno, e os livros para se lidar.
   É legal conhecer as coisas, de verdade. Jovens não gostam de estudar, mas eles gostam de saber. São mais curiosos do que aparentam. Eu sei que gostam, e não falo isso por mim ou porque sou especialista, falo por todos aqueles adolescentes que gostam de serem elogiados. Não só com "lindo", ou os genéricos de sempre. É uma questão de ser reconhecido. De prestarem atenção em você, de ouvirem o que você tem a dizer sem fazer aquele mesmo comentário sobre sua imaturidade, intolerância, falta de visão ou fase rebelde e teen. Eles precisam ser vistos, e não apenas com essa imagem fixa de que são todos tolos e preguiçosos, desinteressados. Ou não lhe soa como um grito de socorro todas as atitudes desmedidas que vemos? Não tenho soluções, nem criticas à sociedade, porque criticar a sociedade é culpar um orgão maior do qual você mesmo faz parte - e isso não faz sentido. Estou dizendo apenas que um grande problema existe, e talvez ele não esteja na nossa geração. 
    Talvez a nossa geração esteja apenas aprendendo a lidar com os seus próprios problemas, e com os dos outros. O mundo nunca esteve tão próximo, e tão distante, artificial. Nada mais é capaz de surpreender. As coisas são um caos, e todo mundo parece aceitar de bom grado que o caos exista, desde que não o atinja. Não é somente a nossa geração que faz isso - aliás, os professores de minhas duas últimas escolas pareciam todos ter um ponto em comum, mostrar como podemos fazer algo desde que façamos. É lógico que podemos ajudar, basta ajudar então! É tempo de mudar o modo de ver as coisas.
     As pessoas nunca foram tão questionadas sobre si mesmas, sobre tudo, sobre os títulos que carregam. Você é de esquerda ou de direita? Justin Bieber ou Rock? Gótica ou colorida? Quais são seus objetivos? De quem você mais gosta, do papai ou da mamãe? Vai ficar com ele ou vai perder essa chance?  Você não sabe quem é Woody Allen? Você não tem um plano? O que vai ser quando crescer?
    Na época de nossos pais e avós, era premeditado. As pessoas decidiam por eles. Agora você decide, e decide cedo demais. Sem base nem maturidade. O que esperar disso?
    Antes de  afirmar o desinteresse alheio, acho que as pessoas deveriam reavaliar. Reavaliar o contexto, pensar que a responsabilidade pelo jeito que os jovens têm de encarar a vida não pode ser atribuída somente a eles próprios. Ninguém se faz sozinho. E as pessoas são diferentes. Porque você gosta de estudar tudo, até o que não te desperta tesão nenhum, eu não tenho de ser igual. Tenho? É tudo muito relativo, mas não dá para ver o quanto as pessoas também são relativas?
    Por que tantos títulos e concepções unilaterais? Ser ou não ser, não: ser e ser. Podemos ser tudo o que quisermos. Podemos ter limites. Podemos seguí-los. Podemos estudar algo que não sejam matérias escolares, e pensar em algo que não seja a liquidação no shopping. Podemos ser mais suaves e educados, e menos radicais e sistemáticos com tudo. Podemos respeitar os outros.
    Estamos aprendendo a lidar com nós mesmos. Com o que sentimos e estamos a desobrir, os outros também sentem. Estamos aprendendo. Estamos engatinhando.
    E vocês também.




sábado, 18 de setembro de 2010

Amazing

É incrível como eu tenho muitas idéias mas não estou a fim de escrever nenhuma delas. Estudos acabam comigo. Odeio Quimica, Fisica, Matemática, Lógica. É coisa de gente com uma cabeça bem diferente da minha.
Pelo menos um dia vai passar.
Yah, assim que eu entrar no curso de Letras-Latim-Port. E que seja logo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

De tudo, nada

Não há motivo pelo qual viver
Não amigo pelo qual acreditar
Se esforçar
Não há rosas, nem sol
Nem chuva, nem dor
Nem nada
Que me faça voltar
A sonhar
A respirar sem pesos em meu ser de papel e tinta
Ou teclas e energia
Não há

Não há mais amor pelo qual suspirar
Não há razões pelas quais minhas pálpebras deveriam se levantar
De manhã
Não há bonitas manhãs
Não há noites
Nem vinhos, nem doces lábios cheios de falsos amores
Pelos quais se inspirar, se cegar

Falta de tudo
Falta o sabor seco e gratificante da vida
E aquela rebelde vontade

De tudo, falta-me até o nada.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Não passei, e você?

    Parabéns aos aprovados desteúltimo vestibular. Boas festas pra vocês.  Pros que ficaram deste lado do mundo... É isso aí, quem não passou na Unb agora terá de esperar até o fim do ano. Com nervos à flor da pele ou não, é uma longa e árdua espera, cheia de livros, contas, reflexões e horas de bundinha sentada na cadeira, estudando.
   Bem, só não vou dizer que tudo é lindo, que o normal é não passar, que você tem que agradecer porque ainda está viva e que o vestibular não quer dizer nada. As coisas estão uma merda mesmo, o normal devia ser passar (já que o normal é estar na universidade, e não fora dela). E não que sua vida não deva ser motivo de agradecimento, é só que isso não justifica a tristeza dessa derrota, e, hum, o vestibular quer dizer muita coisa, sim - ao menos para a sociedade e a pressão imposta num geral.
   Mas foda-se. 
   Sendo seu primeiro ou seu quarto vestibular, foda-se. Se você desanimar por não ter passado, mas assim, desanimar sério, você tem que achar algo em que acreditar. O que você quer para o seu futuro?
    Quais são seus sonhos, seu planos, o que é que você mais quer? O que te desperta a paixão? Escrever? Projetar? Criar? Estudar? Cuidar? Seja o que for, não vale a pena lutar por isso?
    Não vale a pena se fuder nessa primeira semana na escola, deixando a cabeça vazia pra você descobrir outras coisas sobre si mesmo e o que pretende fazer da sua vida, pra depois voltar pra rotininha ruinzinha de sempre, a mesma rotina que vai te dar ajuda pra passar? Some sua fé, seu potencial e sua dedicação, e some também mais um fator. Não é sorte, é questão de que as coisas são como têm de ser. Se for seu sonho real, se for o que vai te fazer feliz, se for a hora, você vai passar.
    Se não, paciência. Viva um dia de cada vez, e a sua hora vai chegar, como a de todo mundo que esperou, chegou.
   E foda-se, UnB. Eu não passei mesmo não, e você?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

I Love Castles

Sem brincadeira, eu seria a pessoa mais feliz do mundo se morasse em um desses!

domingo, 11 de julho de 2010

Se isso não é amor, o que será então?

   Eu gostaria de saber onde é que foi parar o amor. Sinceramente. Não a paixonite, ou a paixão, mas o amor de que tanto falam. O amor que  supera tudo. De todo o meu coração, cadê isso, onde você encontra? Em páginas com palavras bonitas e declarações doentias? Num volvo prata? Na eternidade que, desculpa, não existe? No que o outro sabe fazer para impressionar? No quanto ele é capaz de te proteger dos inimigos? Desculpe, de novo, mas em que mundo você vive? A Veja desse mês acabou de destruir qualquer espectativa que eu possuía com a minha própria geração.
    O romance é bem vindo, é uma questão de de identificar ou não. Declarações de amor não faltam só aos enamorados, faltam ao mundo todo: quantos pais hoje em dia deixam claro o seu amor pelos filhos, por exemplo? A proteção que alguém te dá, quando ama, não é a proteção que um guarda-costas te dá. Não é algo palpável, e não é questão de sentir uma princesa com alguém disposto a lutar por você - se não, onde estaria a "proteção" dos homens? É outra coisa, e se chama segurança. E isso sim pode vir de ambas as partes.
   Se você adora quilos de porpurina num homem magrinho, bem, gosto é gosto. Mas dizer que uma pessoa que ama de verdade, realmente, tem medo de envelhecer? Que tipo de amor seria isso, me explique? Não, espera, não era exatamente o amor aquele sentimento capaz de barrar as fronteiras, sejam elas de distância ou idade (numa proporção incabível de 100/17), então... Não seriam as barreiras de beleza também?
   
    Adolescentes têm medo da velhice. Ela vai "tirar seu frescor", não vai? Vai te deixar mais amargo, também: enquanto você gasta tempo em frente ao espelho com cremes anti-rugas, seus supostos "sentimentos" estarão apodrecendo e decaíndo. Como maças podres, sabe? Elas caem e se espatifam, e nem mesmo uma maldita minhoquinha vai chegar perto delas.
   Porque estão podres. Elas não prestam mais. Você não vai durar para sempre, porque o ser humano, como todas as coisas que existem, eles morrem. Eles morrem e apodrecem. E o que nos resta?
    Quando meu pai morrer, e eu odeio pensar nisso, mas ele vai morrer, o que vai restar para a minha mãe? Ou o dinheiro que ele tem vai nos consolar, vai nos fazer sentir como se ele ainda estivesse ali? A beleza dele vai estar lá? A proteção dele, ela ainda vai estar lá?
   Ninguém vai estar lá se não o que resta - e o que resta sempre, você querendo ou não, é o que sentem por você. Isso depende muito de tudo, da sua história, do que você é e do que merece, mas é o que sentem ao seu respeito que vai fazer a diferença. Porque se sentirem ódio, vão te difamar, vão te criticar mesmo enquanto morto, vão te humilhar e mostrar como você foi errado. E depois de algum tempo, as pessoas vão se cansar de fazer isso e você será simplesmente apagado da memória. Como modinhas. Depois de alguns meses, elas acalmam. Ou talvez depois de alguns anos... Bem, elas são todas esquecidas, do mesmo jeito.
   Mas se te amarem... As pessoas vão dizer seu nome  com respeito e vão gostar de lembrar como se sentiam bem ao seu lado. Elas vão recordar de como você era bom, e das coisas boas que você fazia. E você vai continuar vivo nas atitudes e lembranças delas. Dentro delas, no coração delas. Isso é amor. Amor é o que te eterniza.
    E não o inverso. Não é a eternidade que é responsável pela força do seu amor ou o que o engrandece. É o justamente quando há um sentimento infinito que a eternidade se torna cabível.
    Não é uma questão de o amor ser cego, ou de ver a essência. Porque o amor não é cego, ele apenas não tem olhos para coisas que não importam de verdade. E a essência já é o próprio amor, e se você não tem amor dentro de você, não há então essência, como não há uma resposta para o seu vazio, e você vai continuar num mundo só seu, inacessível, sonhando com a idealização do que seria o amor - que você nunca vai conhecer.
  


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Um pedaço de Carnaval

  Que não é feito apenas de pés no samba e bundas. Porque os brasileiros adoram dizer que nosso país não é feito de bundas, mas chega a hora do carnaval e ao invés de fazerem uma fantasia um pouco decente, que pode ser bonita sem que a moça tenha de estar pelada no meio da avenida, eles resolvem escancarar.
Ai ai, /carnivalfeelings...  Enfim, aqui estão duas fotos, que não fui eu quem tirei, e não me lembro também quem tirou porque já salvei-as faz um tempinho, as quais eu considero muito bonitas! A primeira é mais sobre a beleza das vestimentas do Carnaval, e eu acho que o que deixou ela mais foda foi exatamente o ângulo. Bem, opiniões leigas né, mas vamos a foto:

 Essa imagem não me pertence e nem os direitos sobre ela.

Quando você para para olhar, é realmente muito bonito e criativo! Parabéns as pessoas que fazem essas roupinhas, hem?



 Essa imagem não me pertence e nem os direitos sobre ela.

   Eu realmente não consigo achar o que dizer sobre essa foto, além de que acho ela muito bonita. Para quem não lembra, esse casal foi um dos muitos que estavam no carro de alguma escola (eu não consigo recordar o nome da coisa, juro) que estava tratando do tema sexualidade. Creio eu, né, minha memória não é lá grandes coisas... Bem, enfim, eu só acho ela muito, muito bonita, então resolvi colocar aqui! Mesmo que talvez com um tratamento ela ficasse mais... Legal, por assim dizer, as cores, a expressão de paz da mulher e esse glitter todo me fazem pensar que foi uma ótima idéia...
   E muito bonita.

domingo, 4 de julho de 2010

Parabéns, Dunga

   


   Porque eu tenho a certeza de que ele estava de alma nessa copa. Nervoso, grosso, rabugento? Todo jogador da Seleção diz que o Dunga é super engraçado, faz piadinha como todo mundo. Será mesmo que as pessoas são tão cegas a ponto de não ver a ação da mídia? O ponto que ela chega de o deixar num estado de nervos? Ele pode ter sido grosso, mas eu acho que foi de bom tom. Essa gente merece as repostas que ele dá, seja tapinha com luva ou um coice. A mídia adora desfigurar as coisas. A mídia tem as frases erradas. Sim, foi uma indireta para a Rede Bola.
   O Juiz foi um atrapalhante. Bandeirinha mais lerdo não há. Sem brincadeira, eu não conseguia cinco minutos antes de um jogador da Holanda puxar um brasileiro, algum dos dois cair e o Juiz levantar um cartãozinho. Travou a partida. Irritou, e já tinha muita pressão. Brasileiro não é cabeça fria, ele sente tudo com a intensidade de um povo que é a flor da pele - e o desespero atrapalha qualquer um.
   Não, não devia ter levado o Ganso mesmo não - como ninguém parece lembrar, o jogador teve de fazer uma operação no joelho logo no início da Copa. Passaríamos tudo com um a menos?
   Sim, o Felipe de Melo pode ser o que ele for, pode ter o histórico que tiver, que eu ainda não vou enxergar nada de proposital naquele pisão que ele deu na bunda do Holandês. Ele não olhou e disse: pô, vou pisar nesse camarada aqui! Não, eu vi ali um movimento rápido de impulso que foi se adiantar - mas tinha um maldito laranjinha em baixo. Foi sem querer, até porque, depois ele já foi pegando a bola, achando que não tinha sido nada. Essa é a minha visão. Se quiser me contar a sua, temos espaços para os comentários abaixo, desde que você use o devido vocabulário e argumentos que possam me fazer mudar de idéia.
   E, claro, Dunga é um ótimo técnico. Eu não precisaria mencionar isso já que, visto os vinte e sete jogos que ele venceu (de trinta, caso alguém não esteja ciente), é óbvio. Mas há muitos brasileiros de má fé, que só sabem ver a coisa de um jeito pobre: se perdeu, é horrível. Se ganhou, parabéns - e amanhã já estará esquecido.
   Porque é isso que os brasileiros fazem, não é? Eles esquecem. Esquecem o compromisso, esquecem a pontualidade, esquecem o que o Amado Deputado fez na vez passada que teve poder para fazer alguma coisa; esquecem que o país é um, e não vários; esquecem de ajudar o irmão brasileiro quando ele está sendo assaltado na sua frente, esquecem que tem regras... Brasileiros são seres com um jeito mais relaxado de ver a vida, salvo as exceções. Desculpe, olhe para o seu próprio rabo por uns instantes. Você esperava uma seleção que jogasse até o último segundo, sem cansar, sem cessar, para fazer uma goleada?
   Eles já estão ganhando! Não tem que se dar o trabalho, certo?
   Não concorda? Bem, não critique, você faz igual.
   E vou ser clara, estou generalizando.
  Ok, Brasil por Brasil, eu sou brasileira. Vou torcer para o nosso hexa na próxima e vou aceitar a derrota da Seleção com a dor de alguém que vê o sonho de um país inteiro indo a baixo, e não de alguém como, hum, a Globo, que só quer ganhar dinheiro às custas de formar uma opinião na massa, para ganhar mais ibope, e depois, mais dinheiro. Ou provar que é a certa numa rixa de anos
   Sou brasileira. E tenho sangue gaúcho. Por tal, tenho mais orgulho de dizer que meu pai nasceu no Rio Grande do Sul quando eu olho para uma reportagem no Fantástico e vejo as pessoas aplaudindo seu técnico, como deveria ser.
   Ele volta ao Brasil com uma derrota, e isso é motivo para atirar pedras?
   Quer atirar pedras? Acerte os nossos vizinhos hermanos, porque existe uma diferença entre o nosso técnico e os cabeleiras. O nosso técnico, assim como nosso time, eu aposto, estava dando de tudo para trazer o hexa ao Brasil.
   Para você, imbecil.
   Já os vizinhos... Eles queriam nos ver na lama, sim, para usar termos gentis. Mas bem, vieram para casa junto, não é? Ótimo.
   Agradeça à sua Seleção Brasileira por não termos tomado de quatro. Agradeça ao seu técnico por 94, porque nós somos os melhores do Mundo graças à brasileiros diferentes de você, que fizeram algo e acreditaram no Brasil como nação, povo, fé e porto seguro, ao invés de reclamar e não fazer absolutamente nada para mudar o que pode englobar o seu mísero raio de alcance.
Seja importante na sua bolha, e faça algo para que ela estore antes que você seja inútil demais para qualquer coisa.

  Por isso, de novo, eu digo parabéns aos brasileiros que concordam comigo ou, pelo menos, viram que tinha um péssimo juiz (injusto e cego) em campo, e não um péssimo técnico brasileiro, ou jogadores. É isso aí Seleção, eu acredito que vocês fizeram o que puderam, porque são humanos e também sentem, e erram, e acertam!

  Que venha 2014!


E, se forem perder, só não me deixem a Argentina ganhar...
 


sábado, 26 de junho de 2010

Falo Mesmo (continuação)

   E eu já me perdi... Qual é a linha? Bem, enfim, marcas não significam nada.  As pessoas são cegas sobre o que vestem. Porque, Meu Senhor e Bom Deus, eu já vi cada peça horrorosa que era super considerada só porque tinha nome! E todo mundo aplaude como se fosse acefalado, não sabendo distinguir se vai aplaudir porque lhe agradou ou porque é "obrigado" a gostar. Francamente, é como dizer que leu Shakespeare e esperar que as pessoas te admirem, quando isso não afirma nada sobre você ser inteligente, legal, ou seja lá que merda você queira mostrar que é. 
   Vi algo muito parecido na rua esses dias: uma menina que estava com peças bonitas. Sapatilhas bonitas, veludo vermelho; uma bolsa azul bem chique, que lembrava o clássico da Chanel; uma calça daquelas coladas que estão super na moda (mas ninguem sabe como usar e ficam estragando a peça, que merda) e uma blusa super moderninha. Ah, e um óculos. Cada peça dela era muito bonita, e parecia ter custado uma nota. Mas estava muito mal feito, o look.
   Não tinha conexão, foi como se ela pensasse que, juntando várias peças bonitas, ela fosse arrasar.
   É o mesmo que ler Shakespeare (sim, esse exemplo de novo porque não sou tão criativa assim) e dizer que é culta. Ou dizer que faz ballet e pensar que é uma bailarina. Ou saber fazer um ovo frito e dizer que cozinha. O cu não tem nada a ver com as calças!
   Sabe onde eu acho boas peças? No guarda roupa da minha mãe. E não é porque ela vai em grandes lojas e compra coisas lindas, é porque há uma coisa que se chama valorizar. Peças de família, coisas antigas que nem se sabe onde comprou... Qual o valor que isso pode ter? Não há dinheiro, é algo muito maior, que meche com o que você é porque envolve suas raízes. de-onde-você-veio. Há coisas que só precisam de um olhar diferente para que se veja a beleza nelas.
   Sabe onde eu gosto de ir? Em lojas baratas. Não na Otoch, mas em lojas que não se conhece o nome, porque ninguém nem repara nelas. Parecem lojas de cidades bem do interior, sabe? Com aqueles modelos mais antigos e clássicos?  Acho cada coisa linda lá dentro, que deixariam um look tão rico.  Nesses lugares eles não cobram o olho da cara por algo que se chama NOME e sempre sou bem atendida. Meu Deus, e se tem uma coisa que eu aprendi com a minha mãe, é que ser humilde nunca é demais. E eu vejo pessoas passando por essas lojas virando a cara, e acho que até eu já fiz isso em épocas mesquinhas da minha vida. E por quê? Porque não é uma droga de marca? Você sequer olhou dentro da loja, e olhou o atendente com desprezo por quê? Ele é pior que você?
   Acho que é isso o que me revolta. Falta de senso, de discernimento. Claro que eu relacionei a moda no meu jeito de ver, mas o ser humano faz isso em muitos outros casos. Custa muito não julgar? Ficar em silêncio, isso dói? Ou a sua boca é uma descarga automática? Você tem que dizer tudo o que pensa, mesmo se ninguém perguntou, mesmo se não acrescenta e mesmo se machuca os outros?
   Mas todo mundo faz um pouco disso, não é? Eu também. Somos todos um defeito.
   Hahaha, e vai demorar até que essa situação melhore! Falo mesmo!
  

Falo Mesmo

   - Esse post é dividido em dois porque ficou enorme. Coragem, eu sei que você pode ler até o final -

   Por uma sequência de pensamentos que me ocorreu durante a conversa com a minha querida Betty, eu resolvi fazer esse post. Nós estavamos falando sobre moda; na verdade, sobre como eu gosto de moda - e eu melhorei umas idéias que tinha guardadas, heh.
   Só não tire conclusões precipitadas, por favor. Não me pergunte de estilistas, marcas ou lojas famosinhas em Nova York, porque moda não se resume à isso e eu nem observo esse lado fútil, inútil e acho muito chato essa de ficar com nomes pra cá, e nomes pra lá. Não, não curto. Talvez seja porque eu não consiga gravar mais de dez marcas diferentes - o que se deve justamente à como eu acho simplesmente inútil, então... Redundante, é.
   É que eu, euzinha, gosto de algo que se chama estética. Básicamente, gosto de ver ela em tudo. Um look, para mim, não é só o que você veste. Vai da sua meia até o jeito que você se porta com a roupa toda. Isso é o que vale para mim, e não estou dizendo que é para entender, porque talvez nem consigam.
   E, apesar dessa revolta com nomes famosos, é claro que se eu pudesse sairia comprando umas coisas lindas que eu vejo em lojas como Santa Lolla (o que são aqueles sapatos? Eu juro que se fosse rica e louca comprava um de cada!). Até porque eu gosto de comprar, juro, não é uma compulsão, mas algo que eu gosto. A culpa não é minha se me anima ter coisas bonitas! Tenho um pouco de materialismo dentro de mim e não me orgulho disso, porque acho pessoas materialistas muito... Estranhas. É como se perdêssemos um lado humano, sabe? Porque não vemos o que somos, vemos o que usamos
  Mas é claro que vemos o que usamos, hoje em dia nós praticamente usamos algo para mostrar o que somos, ou o que queríamos ser, ou o que nos obrigam a ser? Você acha que o capitalismo só atinge as pessoas que não têm dinheiro? Deixa eu te contar, ele está comendo o seu cérebro a todo instante. Ele cega as pessoas, e nos faz pensar que marcas são importantes - e não porque são boas roupas, e talvez nem é que sejam bonitas. É porque você precisa delas. Afinal, você tem seu estilo, a Renner tem todos, e, para algumas pessoas, é motivo de vergonha (leu bem, vergonha) dizer que comprou calça tal na Renner.
   Porque as calças da Colcci são muito melhores!
   É, e daí?
  Quer dizer, pode ser a garantia de uma qualidade melhor, de um corte melhor, o que também se deve ao estilista renomado, a confeccionador tal, diabo à quatro de no-mes, enfim. Nesse quesito, os nomes são importantes. Qualidade é importante. Mas uma marca não é a super garantia de que aquilo é durável mesmo, de que vai se manter bonito por um tempo  razoável e muito menos de que você é melhor ou pior por possuir o objeto, seja roupa, seja sapato, seja um bolsa. É como se usassemos nomes para definir o que somos, quando uma calça não vai dizer sobre o seu coração.
   Sei lá, se você adora marcas e pode comprar o que quiser com o seu dinheiro, boa sorte. Eu faria o mesmo, as peças costumam ser lindas e duráveis. A minha indignação é a respeito das pessoas que compram marcas, mas não são capazes de reconhecer que isso não é tudo. O que garante que você é melhor? Seu óculos da Gucci? Parabéns, hem?!
   Procuramos por bons produtos, é claro. E algumas lojas não merecem respeito mesmo não; elas fabricam aquelas roupas feias, sem corte, que não combinam com nada, são baratinhas e estragam rápido, e isso realmente não merece atenção. Pessoalmente, eu gosto de coisas bonitas, sim. Eu dou valor ao que é bem feito e parece decente, desculpe se isso parece enjoado para você - eu me importo com o que eu visto estéticamente (e peço desculpa as crianças da china ou sei lá quem trabalhou como um cachorro para receber três centavos em troca, porque eu não pesquiso muito sobre como foi feito o que eu compro, mas pretendo tomar essas atitudes assim que eu souber como fazer direito).

- continua -
  

terça-feira, 22 de junho de 2010

Hoje eu aprendi

uma coisa que pode ser óbvia para muitos, mas para mim não era. Não é porque você sentiu uma coisa, estranha ela ou não, que:
a) Há algo supremo no meio disso
b) Isso vai desencadear monstros ou sei lá o que
c) Você está errado (pessoas sentem, ok? E é normal)
d) Qualquer outra merda que eu, ou você esteja pensando.
Você sentiu? Ótimo. Guarde isso com amor - ou não - e continue com a sua vida, porque pode não ser simplesmente nada, e, se for algo, você vai descobrir na hora que deve.
Não corra. Não se apresse.

domingo, 20 de junho de 2010

Nada a ver, mas é lindo

Estamos em clima de copa, certo? Mas, whatever, mesmo que o Brasil tenha acabado de ganhar, eu vou poupar as energias que gasto com gritos. Estou me emocionando com outra coisa, e é uma coisa velha que eu já cansei de ver, ouvir, falar. 
Titanic.
É, porque Titanic ainda é um clássico emocionante! E eu amo a musiquinha, sim, senhor.
Como essa, na minha opinião, é uma das melhores versões da música (que, eu não sei por que, tem 5417 versões diferentes), eu resolvi postar. Afinal, eu estou numa fase muito, mas muito preguiçosa e escrever faz parte das atividades que eu estou evitando.
Enfim, se alguém adora Titanic, é sensível, está sensível ou é simpelsmente meio desocupado, o vídeo com a música está abaixo e, blé, no youtube se você quiser procurar.




(E como eu não resisti, coloquei essa versão, que é a segunda mais adorada! Remix bem feito é tudo de bom)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Bolinho!

Very cute!

domingo, 6 de junho de 2010

QuaQuaQua, Quase

Devido a quase repetição de Quase no post anterior - onde, inclusive, tem um Quase no título (Vale quase tudo) eu resolvi fazer esse quase-post, que quase não tem nexo.
Porque Quase é uma palava veryveryveryweird.
Qua-se. Analise isso em voz alta.
Cuaze?
Cu. A. Ze.
Hah, que merda.

Vale quase tudo

   Eu entendo a diferença entre os Livros Comerciais e os Literários, ao contrário de muitos que dizem "eu gostei, então é literatura" (ódio mortal, on). Não sou especialista nem formada em Letras, não sou crítica, não sou ninguém especial, mas entendo porque é uma simples questão de senso. E chega a ser risível como algumas pessoas fazem questão de ignorar o abismo entre eles.
   Mas, omg, me irrita profundamente o fato de que ninguém parece entender que Literatura não tem que, necessariamente, ser algo chato. O que acontece é que os livros Literários que temos não são nada atuais, logo, não compartilhamos dos seus objetivos. Logo, a Literatura acaba sendo vista como algo complicado demais para a nossa "geração preguiçosa", quando, na verdade, ela só é insuportávelmente incompatível.
   Primeiro que quando a geração muda, os valores e preocupações dos jovens mudam, e o que era considerado como algo maravilhoso pode se tornar um lixo. Mas não se trata só da nossa "juventude perdida" ou de como estamos "nos lixando para a cultura". Esses jovens existem, sim, mas os jovens que não fazem parte desse grupo também. Há quem se importe, mas é muito difícil absorver uma linguagem e um modo de pensar que não nos pertence mais.
   Não estou julgando a questão de gosto, porque há quem goste de ler Literatura. O que ninguém gosta é ter algo em mãos que não compreende. Ler 'O Alienista' é maçante, mesmo. Em pleno segundo ano, eu me lembro bem, era muito sofrimento. Eu sabia qual era a razão pela qual líamos aquilo, sabia que era importante, mas não deixava de ser algo entediante e desestimulante. 
   As pessoas não entendiam uma linha! 
   De que vale obrigar alguém a ler algo que não entende?
   O livro é genial, Machado de Assis é genial, e é claro que nos obrigar a, pelo menos, ler algumas páginas de seus livros e ter o conhecimento básico sobre ele não é o problema. Conhecer a Literatura, tentar absorver a Literatura, não é o problema. O problema é que parecemos obrigados a gostar disso.
   Por favor. Eu, Giovana, gosto de ler e de escrever. Se eu disser que leio a poesia Modernista Brasileira, minha escrita será valorizada de um jeito. Se eu disser que leio Dostoevsky, já será vista com outros olhos. Mas e se eu disser que leio livros bobos? Não livros ruins, mal escritos, mal feitos, mal trabalhados, mas livros... Normais.
Romances água com açucar, fofocas adolescentes. Histórias normais. E se eu prefirir personagens profundos à discussões filosóficas? Ou algo que seja até muito legal, mas não seja considerado Literatura? Você realmente acha que alguém escreve mal só por que lê coisas atuais demais para ter aquele ar de pompa intelectual que a Literatura confere?
   Se eu pudesse, teria a coleção de Machado de Assis na minha prateleira. Colecionaria antiguidades, dentre elas livros velhos, raros, daqueles em que a impressão chega a confundir as letras. Daqueles que invertem as ordens das frases, escrevem palavras de um jeito ou com um emprego que não se usa mais. E teria livros Literários. Mas, eu os leria? 
    E adianta mesmo escrever para ninguém ler?
   Não no sentido do seu diário, seu blog pessoal, suas cartas de você para você mesmo. Conheço muita gente que escreve para si, e até yo tenho meus textos pessoais também. Estou falando é de escrita, de livros, de discussões, de personagens, de público. Adianta escrever algo que não será entendido? Adianta tentar, então, copiar a Literatura como a conhecemos? Porque naquela época, eles podiam entender muito bem. Talvez não vissem cada pedacinho importante e detalhe, mas é diferente. Hoje em dia, eu duvido que alguém sem pré-requisitos  sérios ou formação consiga entender realmente a obra.
    Você vai escrever como Machado, esperando que alguém leia? Ah tá, bjs.
   Acho que vale mais a pena criar algo novo. Porque não podemos ter uma crítica, um engajamento, uma novidade, uma forma diferente de escrever (porque, segundo o meu humilde conhecimento de terceiro ano, é isso que difere um livro de um livro literário) e construir uma nova Literatura?
   Faça do seu jeito. Critique o que você acha que merece um tomate na cara. Crie suas coisas e espere pela aprovação ou desaprovação - porque todos estamos sujeitos à tal. Se você faz algo para o mundo, o mundo pode criticar você. Mas não se prenda à idéia de que ler algo que não seja o ó do borogodó faz você menos inteligente, capacitado ou digno de ingressar no mundo Literário (no fim das contas, ele ainda é um sonho almejado). Escrever algo que não seja super sério não quer dizer que você não tenha propósito. Usar palavrões (olá, King) não é contra as regras. Nós usamos todo dia. Neologismo? Cara, a história é sua. Homossexualidade, polêmicas? Se for importante para a obra, para a construção dos personagens ou para o entendimento da sua ideologia, quem somos nós para dizer que não? Quem é qualquer um para dizer não a algo diferente, mas cabível?
   Tendo bom senso e uma capacidade mínima de diferenciar o que você pode escrever do que você deve escrever, e como isso varia dependendo de você mesmo, acho que tá valendo.
   Vale tudo.  I mean... Quase.




(Quase um texto encorajador para mim mesma, mas ok, serve para mim bem como para todo mundo que pensa o mesmo ou acha que sou louca, whatthefuckever)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Peace of Cake

Peace of Cake, por ZoeWieZo (devianart.com)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A safadeza está nos olhos de quem vê

Kylie Minogue lançou oficialmente hoje o clipe do single "All the Lovers" - segundo muitos, ficou super sensual, mas não acho que esse seja o objetivo.

Já aviso que você pode achar abusado ou esquisito de primeira. O que é uma ótima tática de venda, não é? Sensualidade (sempre funciona) e algo que cause incômodo, ou só chame a sua atenção. Qualquer um estranharia aquelas pessoas arrancando suas roupas e se atirando umas nos braços das outras, mas ficou simplesmente fantástico. Harmonioso. Na verdade, quando você assiste duas vezes e entende que a idéia não é um bacanal, e sim, um amor livre, passa a ser realmente bonito.

Quando o vídeo começa, é super legal ver os casais tocando o foda-se e se abraçando/beijando sem se importar com o resto, as regras ou o que pensariam disso. Parece uma utopia: o dia em que todos poderão dizer sim e ninguém terá dores de amor!

Mas... Quando faz um bolo de gente, é estranho. Não há o que negar, é realmente estranho ver todo mundo tocando todo mundo (medo do futuro - e do presente, porque isso já ocorre em alguns lugares - da humanidade).
Só que tudo bem, a idéia é aceitável porque, apesar da imagem ser como é e remeter ao que remete (suruba!) não há malícia, nem nada que se assemelhe - a menos que você queira ver isso. Lá há apenas o carinho, a aceitação dos outros como seus semelhantes. Você ve a sintonia e a paz que isso gera,  porque nada mais importa quando todos se entregam ao amor [chega, ok].

Claro, foi mesmo meio nada a ver aquele cavalo branco, mas, conversando com uma amiga, cheguei a conclusão de que ele pode ser um símbolo de liberdade. O elefante  branco no céu é uma incógnita, mas ver não tem motivo para o balão inflável. Ou ele só queria representar uma celebração, como uma data especial, como um marco.
Outro ponto é o final. Aquele amontoado imenso de pessoas me fez rir. A idéia é ótima, aquela migração em massa para o amor e tal, mas ficou muito engraçado porque é simplesmente hilariante pensar que os humanos começariam a se escalar e a se esmagar. Enfim.

O clipe é bom, visualmente falando também. O branco não ficou aquela coisa enjoativa e ofuscante,  a fotografia passa totalmente a idéia, e a coreografia ficou muito legal. Os braços e os movimentos dos corpos, todos juntos, leva a mesma idéia de união faz a força e somos todos um. É, puro, já sabemos.

E eu fiquei pensando se o futuro seria isso. Um amor sem limites, regras, preconceitos...  Porque as pessoas falam bastante de promiscuidade, e é claro que ela existe, mas será que não estamos uma fase de transição para que o amor seja encarado de um modo mais livre ou até, por que não, universal?
Será que é a decadência do ser humano ou será que estamos sendo, tipo assim, nojentinhos, individualistas e puritanos demais? É um pensamento influenciado ou estamos nessa só porque é contra as proibições? É a Igreja quem proíbe?
Quem proíbe, no fim das contas?
Deus?
Será que o mundo não seria mais pacífico e, por conseqüência, mais feliz caso tivessemos um amor assim, maior que a nossa capacidade de olhar só para os nossos problemas, limites e preconceitos? Porque, sério, esse amor em massa - não necessáriamente algo como um puteiro - me faz pensar que o ser humano evoluiria, espiritualmente falando. Que teria barreiras quebradas e, ah, nem eu sei direito, mas me faz sentir que o mundo seria mais compreensível - e ele anda tão incompreensivo e incompreendido que a necessidade de amor é gritante.

Eu sei que um montinho de pessoas soa daquele jeito, mas tente ver o outro lado. A união, a compreensão, o preenchimento daquele vazio que, com certeza, você sente ou já sentiu. Não estou te encorajando a amar a galera toda e a sair por aí achando que o clipe pode se tornar real e etc. Deus me livre.
É uma questão de que o amor é dar e receber, e isso faz as pessoas felizes sim. Ele cura as feridas, ele alimenta a alma e some com os problemas que parecem monstros. E caso seja esse o futuro da humanidade...
Deus deve estar bem positivo lá em cima.

E o otimismo dessa música me contagia.





All the loveeers, yeah yeah yeeeah
 
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